“Find a guy who calls you beautiful instead of hot, who calls you back when you hang up on him, who will lie under the stars and listen to your heartbeat, or will stay awake just to watch you sleep... wait for the boy who kisses your forehead, who wants to show you off to the world when you are in sweats, who holds your hand in front of his friends, who thinks you're just as pretty without makeup on. One who is constantly reminding you of how much he cares and how lucky his is to have you.... The one who turns to his friends and says, 'that's her.”


(don't know the author)

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Oi gente!! Pois é... adoeci um dia antes do ano novo. Antes que vocês se preocupem, tô melhorando já... apesar de ainda estar tomando remédios pra febre e dor (no corpo todo, ô coisa pra incomodar!). Não sei pq fiquei doente assim de repente, mas como tinham várias crianças na escola gripadas e tossindo... acredito ter pego o vírus de uma delas (ou pelo mundo mesmo). O fato é que esse foi o meu primeiro ano novo encamada... mas foi bom porque eu já num tava querendo sair pra comemorar de todo jeito. E nada melhor do que adoecer em feriado!! =D

(Foto by Jana, tirada em Osaka)

Pros que tão passando por aqui...

...FELIZ ANO NOVO!!!

Pros que ainda não receberam meus cartões de natal... aguardem... um dia os correios entregam (se Deus quiser!)!! Enviei boa parte deles da Coréia (porque queria que fosse com os selos coreanos), mas alguns ainda serão escritos e enviados. Considerem estes como um cartão de ano novo, combinado?? Quer dizer, enviados no ano novo... ammm... no decorrer do ano novo!! =p

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Aqui no Japão o natal é celebrado pelos namorados, fora de suas casas e beeeeemmm longe das suas famílias. Os motéis lotam (tô tão curiosa pra saber como é um motel japonês!! Chega logo amor!) e os restaurantes também. E eu descobri isso da pior forma: esperando numa fila de restaurante. Acredito já lhes ter apresentado Ahmad, meu amigo libanês que mora em Nara. Ele veio a Kobe com mais 2 amigos pra passarmos o dia de natal juntos, apesar de nenhum deles acreditar em natal, afinal de contas são muçulmanos. Tinha uma japonesa no bolo também, que também não acredita em natal. Os japoneses se dizem budistas e xintoistas, mas não praticam no dia-a-dia. Eles só participam dos festivais (que se iniciam nos templos) que acontecem no verão e da virada do ano, onde a população toda vai pras filas nos templos. Tudo pra tocar um sino, fazer um desejo e se purificar pro ano que chega. Mas quem sou eu pra falar... afinal de contas não tenho religião nenhuma e quero casar na igreja, além de comemorar o natal. Sem contar que o natal começou com o nascimento de Cristo num manjedouro e terminou com papai noel na neve vestido de vermelho da coca-cola. Cada um que se vire pra dar significado a essa joça!


Pra mim, o natal é época de reunir a família e celebrar a vida... assim como reunir os amigos (pra quem tá longe da família como nós, com exceção da japonesinha). Sei que fomos caminhando pelas ruas do centro de Kobe, passando por China Town e terminando no meu lugar preferido: Harbor Land. Tentamos um restaurante indiano no começo, mas quando vi o precinho básico de 80 dólares por um prato de comida, falei: "Num sei vocês, mas eu só tenho dinheiro pro suquinho de laranja!" Até que decidimos mudar de restaurante, porque ninguém tinha aquele dinheiro pra gastar num jantar. O problema é que os restaurantes japoneses, no natal, não disponibilizam o cardápio normal (apenas o especial de natal)...aí metem a faca no pescoço do povo!!

Depois de um tempo achamos um restaurante legal, coreano (a-ha!), que tinha fila de espera. Resultado?? Um hora na fila pra sentar e comer. O bom disso é que quando você finalmente entra, tá com tanta fome que qualquer bagulho serve! A galera pediu um prato esquisito lá e eu pedi outro: uma sopa de galinha que cozinha os vegetais na sua frente (como vocês podem ver na foto). Eita galinha gostosa da muléstia!! Eles dão essa tesoura de cozinha pra você cortar a galinha e colocar no pratinho (cês num acham que eu tomei a sopa nessa bacia, né??!). Sem falar que o preço estava acessível pros pobres mortais pobres. Qualquer dia desses vou lá repetir a dose! =)

A noite foi maravilhosa!!! Ahmad é meu melhor amigo aqui no Japão e uma das pessoas que eu sei que posso contar No Matter What. Estar com ele nesse dia foi super importante pra mim, já que Luquinhas nem Diogo estão aqui comigo. Espero que vocês tenham tido um natal bem bom também! ^^

PS: na noite anterior eu fui pra casa de Zori e João, em Osaka, comemorar o natal numa ceia legal que eles fizeram. Foi bom rever o pessoal, mas umas pessoas foram embora mais cedo e, com exceção de Kuba (que é sempre muito divertido), a noite foi meio sem graça. Num acho que tenha valido à pena ter virado a noite (porque os trens param de circular no Japão após a meia-noite) pra estar lá. Mas a comida tava deliciosa e eu estava entre amigos na véspera de natal. Foi gostoso... ^^

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Voltei da Coréia e já fui chamada pra trabalhar uns dias, pra escolinha de inverno da Lilliput, antes do fim do ano. Foram 3 dias de muito aprendizado (com o professor Joe) e diversão!! Infelizmente não reencontrei (ainda) Sora, a menininha por quem me apaixonei quando dei aulas anteriormente. Mas criei laços mais íntimos com alguns dos novos estudantes (que já estavam vibrando por eu ir no dia seguinte dar aula pra eles).



Um desses alunos, um menino chamado Kagehiso, é uma criança especial (que ao meu ver não está sendo devidamente tratado pela dona da escola). Não sei exatamente qual é o problema dele, mas ele não consegue se manter focado em nada por muito tempo... começa a andar pela sala.. tapando os ouvidos e cantando consigo mesmo (baixinho)... e num mundo que parece bem mais interessante que esse nosso. No último dia percebi que ele tava tapando os ouvidos não pra deixar de ouvir o que estava sendo dito, mas pra se ouvir mais alto. Coloquei ele no colo... e tapei os ouvidos dele com as minhas mãos, enquanto ele cantava. Quando eu tirava as mãos ele ficava caladinho, quando eu tapava ele começava a cantar e rir. Depois ele fez o mesmo comigo: tapou meus ouvidos pra que eu cantasse (a mesma música que ele, claro). Ele adorou!

[Somos mesmo um mundo... cada um de nós...]

A novidade é que recebi uma proposta de contratação como professora!! Ahahahha... fiquei tão feliz!! Ela me quer lá dando aula todas as segundas-feiras e nos dias que o professor regular não puder ir trabalhar por alguma razão, como no começo de janeiro agora. Como eu tô fazendo meu mestrado, a última coisa que quero agora é um emprego que me prenda todos os dias da semana.. então esse caiu como uma luva. As crianças são adoráveis, é um trabalho super tranquilo de fazer e eles pagam bem. Me desejem sorte na nova empreitada!

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Antes que vocês achem que tô com a bola toda gastando o dinheiro da minha bolsa de estudos em viagens pelo mundo!! Bom, fui participar do SIGGRAPH Asia 2010, como estudante voluntária. O evento me foi sugerido pelo meu primeiro professor de computação (quando eu tinha 6 anos de idade), Paul Hertz, um grande amigo que trabalha atualmente com arte e tecnologia em Chicago. Obrigada Paul!!

Como eles têm uma galera enorme voluntária, nos colocam pra fazer atividades diferenciadas durante os 4 dias de evento. E, dependendo da quantidade de horas que você escolheu trabalhar, sobra bastante tempo pra participar das atividades e prestigiar o evento. O próximo vai acontecer em Vancouver e eles estão abertos a submissões de trabalhos, portanto.. mãos à obra aos interessados!! Pros que quiserem tentar ser voluntários, saber inglês é necessário e quem for selecionado tem 100% de desconto no evento, além de algumas outras possibilidades (como hospedagem, alimentação e ajuda na compra da passagem aérea) dependendo da quantidade de horas que vocês estiverem dispostos a trabalhar.


Participei de apresentações fantásticas, como a do professor Aaron Marcus, que falou sobre Cross-Cultural Interfaces e a do grupo que apresentou soluções em simulação de multidões e comportamento de grupos de pessoas. O festival de animação em si foi fantástico!!! Aqui estão os links pros trailers de algumas das melhores animações que assisti:

LOOM

The Gruffalo
A Lost and Found Box of Human Sensation
CHILDREN, de Takuya Okada (não achei o trailer)

Peguei também algumas informações sobre empregos pros meus amigos animadores, ilustradores e modeladores... conheci pessoas fascinantes... e, de brinde, ganhei uns (muitos) presentes por estar na lista dos melhores estudantes voluntários (segundo os Team Leaders). Pense que voltei pesada pro Japão! ¬¬

Valeu... 


... e valeu muito!!! Digo logo que tô de olho em Vancouver!! =D

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[Aviso: este não é um post feliz.]















[Na foto acima, que não é de minha autoria, vocês podem ver Panmunjom e a linha de concreto que divide os dois países, com soldados da Coréia do Norte à frente e da Coréia do Sul ao fundo.]

Começando pelo começo... DMZ, que significa Zona Desmilitarizada, é uma área pré-determinada onde é proibida qualquer atividade militar. A DMZ da Coréia tem 238 km de comprimento e 4km de largura (sendo 2km pro norte da fronteira e 2km pro sul), e é atualmente a única DMZ existente no mundo. A guerra da Coréia durou cerca de 3 anos, matou mais de 3 milhões de pessoas e dividiu o país no Norte comunista (influenciado pela ex-União Soviética) e no Sul capitalista (influenciado pelos EUA).

O "passeio" ao DMZ foi marcado por sensações tão fortes que me mantive calada a maior parte do tempo. Um silêncio de respeito ao lugar, a quem o guarda, aos que já morreram ali... à esperança de um dia esse lugar não mais existir. Um silêncio de assombro, de espanto, imensidão... e de entendimento pela história do conflito por trás da fronteira mais armada do mundo. O guia explicou muita coisa sobre a Coréia do Norte, seus ataques à Coréia do Sul e tentativas de invasão (foram descobertos mais de 4 túneis em direção a Seoul, desde que o DMZ foi delimitado) e a impressão que se tem é que ele tá mentindo ou exagerando, por ser Sul-Coreano. Mais tarde descobri que é muito pior do que ele estava relatando.


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Apesar da Coréia do Norte declarar oficialmente ser uma república socialista, encontra-se de fato sob o governo ditatorial stalinista e comunista da família Kim. Após a morte do fundador da Coréia do Norte Kim II-Song, que foi declarado o eterno presidente do país, quem governa é o chefe de estado Kim Jon-Il.

As prisões existentes no país são palco de torturas e tratamento desumano (muitos morrem de fome), estupros, abortos forçados, experimentações médicas, assassinato e a execução de prisioneiros (e crianças, espancadas nas prisões) que tentam fugir do país. Em caso de tentativa de fuga, não apenas o indivíduo é preso (e condenado à prisão perpétua), como também seus pais, filhos, irmãos e (em alguns casos) avós. Os Campos de Concentração (sim, eles existem na Coréia do Norte) possuem aproximadamente 200mil prisioneiros (políticos, em prisão perpétua, e os de sentença longa, que raramente são libertados). Os prisioneiros são obrigados ao trabalho escravo em minas e na agricultura, sendo espancados ou torturados em caso de lentidão ou desobediência. Caso roubem comida ou tentem fugir, são sumariamente e publicamente executados. As crianças nascidas nos campos, permanecem nos campos e são obrigadas a trabalhar após a escola (onde aprendem a ler, escrever e trabalhar) até as 9 da noite, podendo visitar os pais uma ou duas vezes por ano, caso sejam excelentes no trabalho. Existe uma classe na Coréia do Norte, chamada "classe-hostil", composta por parentes das famílias que de alguma forma ajudaram a Coréia do Sul durante a guerra da Coréia; estes, estão condenados a punições (prisão) por 3 gerações.

Algumas organizações de luta pelos direitos humanos, como a Anistia Internacional, acusam a Coréia do Norte de ter um dos mais terríveis direitos humanos do mundo e dizem que os norte-coreanos são um dos povos mais brutalizados do mundo. Os norte-noreanos não possuem a liberdade de expressão; os que forem pegos falando mal do governo são aprisionados, assim como adultos com disabilidades. Crianças nascidas com qualquer deformidade são executadas e as que nascem com problemas mentais, como autismo, são perseguidas. Uma porcentagem das meninas (a partir dos 14 anos) são enviadas pelo governo pra trabalharem como prostitutas e casarem-se com soldados aos 25 anos de idade. Os cristãos são perseguidos oficialmente (a bíbila é estritamente proibida) e enviados aos campos de concentração. Existem alguns canais de rádio, jornais e dois canais de televisão (controlados pelo governo), nenhuma internet (apenas intranet), e as pessoas que tentam receber canais internacionais são punidas pelo código draconiano. As execuções de desertores ou condenados, acontecem em estádios e praças públicas.

Os cidadões mais leais, saudáveis e politicamente confiáveis moram na capital, Pyongyang. Os demais são expatriados da cidade e vivem em outros locais do país. Os norte-coreanos são todos obrigados a servir o exército, a partir dos 15 anos de idade, sob pena de prisão. As mulheres servem por 7 anos e os homens por, pelo menos, 10 anos. Apenas os políticos condecorados possuem o direito de ter um veículo e acesso a combustível; a população utiliza a bicicleta como meio de transporte e é obrigada a seguir um código de vestimenta. Educação, seguro saúde, moradia e pacote-alimentação são providos gratuitamente pelo governo, estando atualmente extremamente restritos (principalmente pela campanha do "Militares primeiro"), o que vem proporcionando um aumento considerável de doenças e desnutrição entre a população.

[Texto escrito por mim, a partir de diversas fontes sobre a Coréia do Norte]

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Deixei o DMZ com a sensação de ter visto uma prisão de segurança máxima sem ter estado de fato dentro dela. Não há carros, pessoas, cidades... é uma fronteira enorme e vazia... povoada de soldados. O cessar fogo foi acordado entre os dois países em 1953, mas o tratado de paz jamais foi assinado. A guerra continua...

...silenciosa como o DMZ.


* Fiz um ensaio fotográfico. É a tradução em imagens do que senti...

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Sempre quis sair do Brasil. Provavelmente desde que voltei, aos 8 anos de idade após a separação dos meus pais nos EUA, já que nunca me senti parte da bagunça que o Brasil se tornou (ou sempre foi, desde que os portugueses chegaram por aqui e transformaram o país na budega da esquina). Mas voltando um pouco no tempo... existe algo de diferente (ou existiu em mim), entre a idade de 4 a 8 anos. Antes de me mudar pro Japão, encontrei cartas de recomendação feitas pelos meus professores americanos (abaixo) quando eu tinha essa idade e é impressionante o quanto se assemelha a quem sou hoje.

É só clicar duas vezes pra ler!

Depois de passada a surpresa, veio a preocupação "Será que não mudei nada?!?"... e comecei a filosofar sobre o quanto de fato mudamos. "Somos o que fazemos pra mudar o que somos", disse Galeano. Mas o que somos, se não o que estamos fazendo pra mudar? O que somos quando estamos distraídos? Quem somos mesmo... lá no meio do umbigo??

Encontrei nessa garotinha, de 8 anos de idade chamada Janayna Velozo, o prazer de ser o que se é... de ser quem sou. Garotinha que me ensinou a perdoar as quedas na caminhada, que me ensinou que existem pedras em que posso (e vou) me machucar, mas que também existe um limite chamado chão, que me ajudará a me levantar. E ai de mim se achar que sou a única a caminhar. Ai de mim de querer ser a primeira a chegar. Ai de não saber que o importante é caminhar... e lembrar, que "toda vez que dou um pulo, o mundo sai do lugar." [Siba]

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Hoje rolou um exercício de defesa civil: as sirenes soaram às 14h e durante 15 minutos Seoul parou. Pra quem já assitiu filmes em que a humanidade morreu, as ruas estão vazias, cheias de carros e ônibus abandonados e um silêncio assustador... foi igualzinho. As pessoas colocaram máscaras, se encaminharam pra um dos 25 mil refúgios públicos subterrâneos, ao som de alarmes, enquanto mais de dez aviões de combate decolaram para simular um ataque da Coreia do Norte.

Cerca de 11 milhões de pessoas participaram do exercício, que foi o maior na história já realizado desde 1975.

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안녕하세요!! Saudações coreanas!!

A viagem do Japão foi bem rápida e tranquila, cerca de 2h apenas... e apesar de Adrianna estar um pouco doente, ela veio comigo pra passar 3 dias por aqui. Assim que chegamos, pegamos um ônibus pro hotel, deixamos as malas e fomos procurar um lugar pra jantar. Andamos um bocadinho, passamos por vários restaurantes.. até que Adrianna finalmente decidisse onde queria comer.

Entramos no tal restaurante, nos serviram água natural, nos deram a toalhinha pra limpar as mãos e... começamos a apontar e fazer mímicas pra mulezinha que não falava uma palavra de inglês. O engraçado aqui é que eles falam em coreano numa boa com você, mesmo que esteja claro que você não está entendendo A WORD OF IT. Sei que pedimos um prato lá achando que era pra duas pessoas, mas era pra uma só..o que fez com que tudo viesse dobrado.


Uns 5min antes do prato principal chegar a mulezinha se aproximou com um vaso de plástico na mão nos perguntando alguma coisa. Vocês num têm noção da cara que Adrianna fez quando olhou dentro do tal vaso!! Sabe aquela expressão de espanto, nojo e indignação?? Pronto. E tudo por conta de uns peixes lombrigas nadando sossegadamente no vaso, indiferentes ao destino que os aguardava. Eu até comeria os peixes.. mas quando percebi que ela os jogaria vivos dentro da nossa sopa que tava cozinhando na mesa (somando-se a cara de Adrianna)... eu desisti. Os pratinhos tavam gostosos, apesar da sopa estar com gosto de sopa de cachorro (que eles comem por aqui). Dri só comeu a acelga apimentada e deixou o resto todo... dizendo que se tivesse tomado a sopa os peixes estariam nadando dentro dela.

Depois fomos pro cinema assistir Narnia. Alguém já viu?? Gostaram??

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Alguém já ouviu falar desse evento?? A abreviação é um acrônomo de "Association for Computing Machinery's Special Interest Group on Graphics and Interactive Techniques" e o evento é dedicado à criação e disseminação de informação sobre computação gráfica e tecnicas interativas. O grupo é especializado na aplicação artística da computação gráfica, animação, modelagem, jogos, utilização de 3D e efeitos especiais em filmes... entre outros. O evento principal que aconteceu em Los Angeles, em 2010, com um público aproximado de 37 mil pessoas, que conta com uma estrutura composta de palestras, cursos, apresentações de artigos científicos, exposição de trabalhos, vídeos, trailers, jogos e filmes, lançamento de produtos, entre outras atividades. Empresas como Adobe, Disney, Pixar, LucasFilm, entre tantas outras... estarão presentes lançando produtos, oferecendo cursos e recrutando interessados.

Já deu pra perceber que quero estar nesse evento, né?? Bom... descobri que eles têm uma versão que acontece na Ásia, fucei o site oficial e todos os deadlines já haviam sido encerrados, com exceção de um: o de estudantes voluntários! Preenchi o formulário, enviei...



...e me escolheram!!!

Ou seja, vou trabalhar no SIGGRAPH Asia 2010, que acontecerá em Seoul entre os dias 14 e 18 de dezembro.

Cheguei domingo na Corea!! =D

PS: Pra quem tiver interessado... dá uma olhada no vídeo de lançamento do SIGGRAPH 2009 e/ou dá uma passada no site do SIGGRAPH 2011 que vai acontecer em Vancouver.

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A semana começou super bem!! Tô participando do 1 Congresso Internacional de Criatividade em Design, aqui em Kobe mesmo (sorte!). E sinceramente, é maravilhoso estar convivendo por uns dias com pessoas do mundo todo e (finalmente!) assistir palestras e apresentações interessantes. Nada como estar aprendendo alguma coisa que não venha de mim mesma estudando sozinha em casa!! Pois é.. pra quem não sabia esse é meu estado normal. Como eu já disse antes a educação no Japão é uma bela merda. A parte boa é que o mundo pensa o oposto, então eu espero que essa perda de massa encefálica temporária me leve pra um lugar decente daqui assim que eu terminar esse mestrado.


Mas... voltando pra parte boa... tem cerca de 100 participantes (o que eu acho ótimo, por não ter gente demais) de 30 países diferentes. As apresentações e palestras estão girando em torno de Criatividade obviamente), mas também Design Thinking, Realidade Virtual, Teorias em Design, Sistemas Complexos, Educação em Design e Comportamento. Amanhã é a minha apresentação (desejem-me sorte!),

Tenho uma estorinha sobre esse Congresso pra contar pra vocês:

No começo de 2010 fiquei sabendo de um congresso chamado ICDC. Me interessei, acessei o website, gostei da proposta e odiei o valor cobrado (300 dolares pra estudantes). Como eu tava economizando até a última gota pra poder viajar pro Brasil, resolvi não participar. Em junho, lea estava eu... navegando na internet quando recebi uma mensagem de um desconhecido, numa rede sozial chamada Academia (muito bom por sinal pra quem está interessado em pesquisa científica, universidades, jornais, laboratórios... e afins). A mensagem dizia: "I think you'll like this conference!" E me enviou o link do exato congresso que eu queria participar meses antes.

Aí eu tive um daqueles momentos Mãe Diná e pensei comigo "Uia! É um sinal!! Vou mandar um artigo!" Quando chequei o deadline de envio... faltavam 18h pra entrega de artigos completos. Detalhe: eu não tinha artigo nenhum. Resultado: passei umas 4h tomando coragem pra decidir começar um artigo do zero.

...escrevi o artigo em 8 horas (feito que jamais se repetirá)... recebi o resultado da seleção em julho... e cá tô eu! =D

Lição: JUST DO IT.

PS: Pra quem quiser dar uma olhada no artigo, clique aqui!

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Ontem, por ser uma aula no meio da semana (na Lilliput das fotos), é um dia de aula normal e as crianças são bem pequenas com idades variando entre 3 e 6 anos). Ou seja, dá mais trabalho por elas serem mais barulhentas e inquietas, mas ao mesmo tempo o dia é mais livre. Explico: comecei às 10:30 dando uma aula de 50min e só fui dar outra aula às 15h, porque elas tem tempo pro lanche, pra ir ao banheiro, pra almoçar, assistir DVD com filme com inglês, brincar lá fora, pra tomar suco... ou seja... outras atividades que não exigem muito do professor a não ser manter a ordem e disciplina.

Uma das crianças me marcou muito, porque tivemos uma conexão bem forte desde quando nos conhecemos na porta da escola. O nome dela é Sora e é ela quem está de vestidinho rosa nas fotos, levantando pra responder uma pergunta. Ela tem 3 anos de idade e é a coisa mais linda desse mundo!! Super independente, carinhosa, esforçada, alto astral e com um olhar forte e familiar (pra mim). Durante o intervalo do suco ela veio correndo e abraçou as minhas pernas enquanto olhava pra cima pra falar comigo e dizer que gostou da minha blusa. Depois disso ficamos ambas balançando nosas "saias" prum lado e pro outro... ^^ Durante a sessão de DVD ela tava sentada perto da janela, quando me viu sentada do outro lado pegou a cadeira, atravessou a sala e sentou ao meu lado. Aos poucos foi encostando o bracinho, depois a cabeça... e quando vi ela tava sentando no meu colo e agarrando meus braços. Na hora dela ir embora eu falei: "Bye Sora...!" e ela veio correndo do portão pra fazer um High Five (bater com a palma da mão) e me deu um abraço bem forte!!! As pessoas não se abraçam aqui, então isso significou muito. Espero poder vê-la novamente... =)

Nesse dia eu dei um total de 3 aulas (lições), trabalhando das 10:30 às 18h (com intervalo pra almoço) e recebi 100 dólares + transporte.

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As aulas na escolinha aqui perto foram excelentes!! Os adultos adoraram e as crianças responderam bem às aulas. Como nessa escola elas só têm um professor, deve ter sido mais complicado ter alguém novo... Como cada aula era diferente, foi uma experiência muuuuuito interessante pra mim, porque pude dar aulas pra criancas de 2 anos de idade (que entram na sala acompanhadas das mães), pra criancas de 3/4 a 10 anos, pra crianças de 12 a 14 anos (que ficaram impressionadas com a minha idade e com a idade de Lucas) e pra adultos. Frank, o professor que substitui, foi passar uma semana na Tailândia e deixou tudo preparado pra mim, então foi mais fácil.

O desafio mesmo era na outra LilliPut (nome da escola), onde dei aula no sábado e nessa semana. Eu estava também substituindo alguns professores (lá é bem maior), mas não havia nada peparado pra mim. Ou seja, criatividade lá vou eu, né?? Cheguei mais cedo, andei pela escolinha, conversei com a dona e me inteirei do horário do dia. Antes da aula começar fiquei na sala de aula dando uma olhada no que eles tinham feito e no material de suporte (cartões com fotos e palavras/frases, jogos, atividades etc). Bolei umas idéias e as crianças respoderam super bem!! Nesse primeiro dia eu dei 3 aulas diferentes,além do tempo das atividades, almocei e lanchei com as crianças e brincamos juntos. Aprendemos sobre as profissões, verbos de ação, desenhamos, conversamos em inglês... foi muito legal!! E bem mais tranquilo do que eu pensei, pra o primeiro dia!

Na hora de ir embora duas das crianças (6 anos de idade cada) iam voltar pra casa sozinhas (coisa bastante comum por aqui) e estavam indo pra estação de trem, aí a dona da escola disse pra elas irem comigo pra ME mostrar o caminho!! Lá vão elas, andando... ladeira abaixo. Daqui a pouco... começam a correr... e eu gritando "me espera!!" Aí elas paravam, me esperavam e quando eu tava chegando perto de novo, elas corriam. Depois de umas duas vezes (a ladeira era enorme), disseram: "corre professora jana!". Pensei comigo (relevando minhas botas) "E por que não?"... e saí correndo!! Passei dos guris e disse: "Bye bye..." Aí elas "ahhhhhhhhh..." e sairam correndo atrás de mim!! Foi engraçado demais (tirando o fato que no dia seguinte eu não conseguia nem andar).

Pra quem tiver curiosidade sobre o quanto se paga, nesse dia eu trabalhei das 11 às 17h (com intervalo pro almoço) e recebi 85 dólares + transporte.

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Estava eu... cavando meus arquivos antigos hoje (enquanto fazia backup do computador), quando encontrei esse texto feito em 2002. O texto, que deveria contar um pouco da história do meu personagem, foi solicitado pelo mestre do RPG que eu estava jogando na época: vampiro, a máscara.

E mais... tem trilha sonora e tudo!! Fiz um áudio mixando a minha voz com uma música de fundo. É só clicar no play!


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Dias e mais dias de emails enviados, dinheiro gasto pra chegar até os locais, entrevistas, "nãos" recebidos... quando finalmente recebo uma ligação de uma escola me chamando pra trabalhar lá como professora de inglês. Bom, não exatamente. O convite foi pra eu trabalhar alguns dias substituindo os professores atuais, mas é um começo. É mais difícil encontrar uma vaga dessa nessa época do ano, pois todas as turmas estão fechadas há tempos. As aulas nas escolas começam no final de março/começo de abril, têm férias em julho e agosto (de verão), voltam no começo de setembro, têm uma pausa pro ano novo de umas duas semanas e recomeçam em janeiro, indo até fevereiro. Como eu quero ter umas experiências diferentes no Japão, aprender mais sobre educação e ensino, e ainda ganhar uma grana extra... resolvi tentar ser professora de inglês nas horas "vagas"! =)

Agora me imaginem aterrorizada de medo de dar as aulas pras crianças JAPONESAS. E olha que me dou muito bem com crianças, já dei aulas particulares em casa e trabalhei como professora assistente na UFPE.

Agora voltem pra Janayna aterrorizada. Puta merda!! Que medo do caralho!! E como eram turmas diferentes... em cada uma eu tinha uma coisa diferente pra fazer. Ai jesuis!! o.OO

O bom é que sempre tem um ponto de equilíbrio nos medos que sentimos e eu já sei que basta eu começar a fazer o que tô com medo de fazer, que ele vai embora. Não totalmente... mas vai esvaziando-se... aos poucos. Enfrentar os medos que tenho é o que aprendi a fazer. O ruim é que muita gente me acha desprovida desse sentimento, por eu não falar sobre isso nunca e demonstrar com pouca frequência, mas... gente... sinto um monte de medo de um monte de coisa o tempo todo!! A diferença talvez é que GOSTO de enfrentá-los. Passei muito tempo tentando me acostumar em enfrentá-los antes de começar a sentir prazer com a coisa toda, afinal de contas é desconfortável sair da zona de conforto e ir de encontro a algo que te apavora... mas é possível.

E quando você percebe que superou... a sensação é de alííííívio e orgulho, por ter se superado.

[continua no próximo capítulo]

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Ano passado, enquanto eu estava ainda morando em Wakayama, encontrei um grupo de japoneses tocando música irlandesa em frente à estação de trem. Lindaaaaa a apresentação deles!!



Dá pra ver muito esse tipo de coisa no centro das grandes cidades, como Kobe, Osaka e (segundo me disseram) Tokyo.

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Será que eu já contei pra vocês que aqui no Japão as catôtas mudam de cor?? Não, elas não ficam policromáticas. ¬¬  Mas tão longe de ser as melecas pretas que tiramos do nariz no Brazil. =D

Bem vindos ao mundo das catôtas branquinhas branquinhas...!! ^^

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[Brincando de tilt-shift... ^^]

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Genteeeeeeeee... andei de trem bala hoje!!!! Tudo bem que paguei o olho da cara (¬¬), mas o consulado do Brasil em Nagoya só funciona até as 13h, então num tinha outro jeito (yaaaaaaaaay...). A experiência começa na compra dos tickets, que são maiores, com todo um tratamento VIP nas catracas. Basicamente o que se vê são empresários, executivos... enfim, (quase) todos de terno e gravata. Mas como todo mundo por aqui veste ternos pretos, parece um enterro também.

O trem que eu andei, chamado Nozomi N700 (que quer dizer "esperança"), é a linha mais nova dos trens-bala, chegando a alcançar uma velocidade de até 300km/h. Embarquei em Shin-Kobe, parando nas cidades de Osaka e Kyoto,  e cheguei em Nagoya em 67 minutos. A distância total entre estes dois pontos, de trem, é de 223.5km. Por ser muito caro, (ida e volta me custou 160 dólares), o Shinkansen (que literalmente significa "Nova Linha Tronco"), é usado basicamente por executivos e turistas no Japão.

A viagem é muito bonita quando estamos já chegando em Nagoya, porque as montanhas ficam mais próximas da linha do trem e a paisagem colorida do outono se mostra em tons de amarelo, marrom e vermelho. A sensação de velocidade dentro do trem é beeeeeeeeeeem diferente do esperado, porque nossa referência é automobilistica. E... não é um carro a 300km/h, né?? É um trem!! A estabilidade dele é incrível, quase não faz barulho (pra quem tá dentro) e as poltronas são super confortáveis. Eu ainda lembro de assistir na globo as primeiras notícias a respeito desse trem, mas era uma realidade tão distante. Mas num é que cá tô eu, no Japão, andando no tal do trem?!?! AHahaha... incrível!!! É uma experiência válida quando você precisa economizar tempo! E... justamente por conta disso, fiz um vídeo de 1min de um pedacinho da viagem pra vocês verem!


NOTÍCIAS!!!
[Japan is currently promoting its Shinkansen technology to the Government of Brazil for use on the planned high-speed rail link system set to link Rio de Janeiro, São Paulo and Campinas.[14] On 14 November 2008, Japanese Prime Minister Taro Aso and Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva[15] The Japanese consortium includes the Ministry of Land, Infrastructure, Transport and Tourism, Mitsui & Co., Mitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries and Toshiba.[16][17] talked about this rail project. President Lula asked a consortium of Japanese companies to participate in the bidding process. Prime Minister Aso concurred on the bilateral cooperation to improve rail infrastructure in Brazil, including the Rio-São Paulo-Campinas high-speed rail line.]

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Tava faltando postar A APRESENTAÇÃO EM JAPONÊS, né?!?!? AHahhahaha...

Taí o mico gente! #-)



...ai ai... #-)

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Meu sogro constatou ontem que eu gosto de apimentar a vida e por isso mudo de endereço a cada 6 meses! Contem comigo: cheguei no Japão pra morar em Osaka em Abril de 2009, me mudei pra Wakayama em Setembro, depois me mudei pra Kobe em Março de 2010... e ontem, me mudei de novo!! O bom é que tô ficando craque já e empacoto tudo rapidinho! Mas não se procupem... a universidade tá ótima e não me mudei de cidade, nem de bairro, nem de dormitório.

Hein?!?!



Mudei de quarto!! =D

Meu quarto anterior ficava de frente pra uma Highway dos infernos e de esquina com um cruzamento. Aí já viu, né?!? Passa de tudo nessa rua, de caminhão de bombeiros, ambulâncias (que além da sirene, ainda falam pro povo sair da frente)... a motos extremamente barulhentas (¬¬) e gangues de motos que fazem questão de avisar à cidade inteira que estão passando... e pra completar tem uns caminhões que tocam uma sirene e falam (ALTO E EM BOM SOM) "estou virando a direita, cuidado! estou virando a direita, cuidado!". Se eu fosse um pouquinho mais envenenada, já tinha jogado uma bomba nesses caminhões. ¬¬

Ou seja... agora vou conseguir dormir sossegada. ^^

A merda é que no quarto novo não pega sol hora nenhuma do dia (ou seja, me fudi agora no inverno), mas em compensação é um quarto de casal enorme... com CAMA DE CASAL... uma boca de fogão elétrico... banheiro com mais espaço pra guardar as coisas... mesinha de madeira pra comer com duas cadeiras... geladeira grande... enfim... tudo de bom que o dormitório tem a oferecer (e que posso pagar, claro)!! E com certeza é bem melhor pra receber visitas!

Portanto, pra quem tinha meu endereço antigo... mudem o número do quarto pra 504!!!

PS: Eu achei que ficaria sem internet por um tempo, mas acabei de trocar e tá funcionando direitinho!! Como agora tô dividindo com mais 2 chineses, a NET vai ficar mais barata tb. YUPEEEEEEEEEEEE!!!! Só espero que num fique tão mais lenta...

PS2: preview da camonaaaaaaaaaaa.. =x

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Sabe quando você tá se mijando há um tempão e num acha UM banheiro por perto? Aí vai no prédio vizinho (já se contorcendo né) à procura procura daqueeeeeela moitinha?!?!

Advinha?

Encontrei minha moitinha hoje, fiz aqueeeeele xixi e senti um alííííívio!!! Ou seja, apresentei meu projeto de mestrado em japonês e foi um sucesso! Alguém perdeu a informação de que eu apresentei em japonês?!?! Mas nem se empolguem muito porque li a apresentação inteira (coisa, ridícula, de praxe por aqui). No final teve uma rodada de perguntas e os professores se interessaram bastante sobre o projeto, o que me deixou bem feliz.



Pra esse momento, que eles chamam "meio mestrado", eles organizaram uma exposição dos trabalhos dos estudantes na galeria da universidade. Os que têm projetos práticos exporam suas obras e tiveram 5min pra apresentar, os teóricos exporam cartazes e tiveram 10min pra apresentar. É uma forma bem interessante de mostrar o que os alunos do mestrado vêm desenvolvendo (apesar de só termos começado em março) e de uma valorização enorme. Pena que o feedback, já que esse é o momento pra isso, é tão pequeno e fraco.



PS: Quando fecharem as portas do inferno gelado que se instaurou e fizer um dia de sol por aqui, eu tiro umas fotos da universidade pra mostrar a vocês.

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No último sábado fui convidada por Eda a um festival próximo ao Castelo de Osaka (que jamais cheguei a visitar), pra conhecer uma amiga dela chamada Heather. Ela está morando a um ano no Japão, após passar um ano (em cada país) na China, Taiwan, Filipinas, Okinawa (uma ilha ao sul do Japão), Coréia do Sul e a caminho da Tailândia. Fiquei bem curiosa pra conhecê-la porque ela tem 4 filhos (dois adotados e dois biológicos) e como tô tentando encontrar uma forma de Luquinhas vir morar comigo, preciso conversar com essas pessoas.

Nos encontramos na Starbucks e fomos pro festival (pasmem!) Gospel!!! Ela é esposa do Diretor geral que, juntamente com pastores de igrejas católicas aqui do Japão, é o responsável pela organização geral do evento. A casa de show é gigantesca e é de fato um SHOW!! Cantores (japoneses e americanos) e artistas famosos convidados, luzes, muito barulho... e um clima tranquilo, apesar do fuzuê. It's not my thing AT ALL.. mas aproveitei pra curtir o momento!! Dancei que só com Eda e fiquei karaoekizando as músicas que apareciam nos telões. Uma experiência e tanto!


Conversei com Heather e ela me disse que HOME SCHOOL os filhos na própria casa, seguindo os livros e aulas que o governo americano oferece com tudo explicadinho (incluso plano de aula que ela só precisa seguir). Ela disse que dá trabalho, mas é super tranquilo. Claro que ela só faz isso na vida também, né?? Fiquei me perguntando se o governo brasileiro me permite fazer o mesmo. Porque se sim... acho que daria pra trazer Luquinahs pra cá em um ano. Assim nos mudaríamos juntos pra onde quer que eu vá fazer meu doutorado.

Mas confesso... um dos melhores momentos do dia foi quando fiquei com Noah (a filha mais nova de Heather, de 7 meses) nos braços. A sensação de ter um bebê no colo, dormindo ainda (eles sempre parecem anjos quando estão dormindo), me lembrou o quanto gosto de bebês. Tenho certeza que eu trabalharia muito bem com eles e, de quebra, teria um prazer incrível!!

Nesse dia conhecemos Peter, um canadense esquisito metido a gostoso, e fomos todos pra uma festa de aniversário no dormitório de Minami-Senri (em Osaka). Revi um monte de gente, dancei, conversei (um moooooooonte) e me diverti horrores com as pessoas. Só o fato de estar lá novamente já me deixou feliz!! =D


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Que frio do KCT!!!! Puta merda!! Abriram a porta do inferno e subiu um vento maligno do abismo aqui hoje... afffffff... ontem tava fazendo uns 25 graus, aí hoje... me cai pra 10 graus com vento congelante de 25km/h!! ¬¬

O pior é que você olha o sol... coloca um casaco leve... e sai de casa. Resultado?? Si fudeu mané! MORRA DE FRIO AGORA!!!

Voltei correndo pra casa sem fazer metade das coisas que eu tinha que resolver por causa do frio. AHahhaah...  Alguém me esquenta?? =x (beijo amor!)

PS: Essa é a visão da minha varandinha.. ^^

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Prometo que num vou entrar numa de aficcionada por moda, mas ultimamente tenho dado mais importância ao visual. Talvez por isso ser MUITO importante aqui no Japão, talvez pela facilidade de se achar roupas por aqui, talvez pela oportunidade de (finalmente) poder melhorar meu guarda-roupa... ou (muito provavelmente) pela mistura de tudo isso junto, resolvi repassar umas informações.

Na sequência das dicas de moda e estilo, queria colocar algo mais palpável pra quem mora em Pernambuco (já que a maior parte da galera que visita esse blog mora lá). Conheci recentemente uma marca chamada Período Fértil e comprei dois vestidos por lá antes de voltar ao Japão. Eles têm uma loja em Olinda (próximo ao Mercado) e outra em Casa Forte (próximo à praça de Casa Forte). Costumam fazer roupas bem leves, coloridas e com um estilo bem interessante que com certeza diferencia o que quer que você escolha usar. Vale a pena dar uma passada pra conferir! Ahhh... e se a roupa não couber ou precisar mudar algum detalhe, eles ajustam pra você!!

A outra dica é pra acessórios, como bolsas, colares, brincos, broches e presilhas de cabelo. Conheci Amanda e Juliana durante a minha graduação na UFPE, que foi quando elas começaram a confeccionar esses acessórios lindos e criaram a Trocando em Miúdos. É tudo muito bem feito, com a incorporação de materiais interessantíssimos que sempre dão um toque diferente ao look. Elas estão sempre viajando e participando de desfiles, lançando novas coleções e fazendo peças sob encomenda (para clientes e lojas). 


Uma característica cada vez mais marcante na moda mundial são roupas mais básicas com acessórios que chamem mais a atenção. E é justamente isso que o trabalho dessas designers têm a oferecer. Mas... independente de tendências... vale a pena conferir a Trocando em Miúdos!!

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Let's talk about some girly stuff!! Have you ever fell in love with a dress? I just did (even thou I don't have the money to buy it).

The thing is: I wanna share some of those places where you can loose your mind (or all your money!! Ahahah..) They're quite expensive (for me), but so beautiful!! Take a look and shop online!

Bloomingdales

SOIAKYO
Sunday Brunch
JCREW
Fifth Avenue (you can shop by designer here)
Banana Republic
Anthropologie (the very BEST ONE!!)

Going a little bit more specific and talking about fashion designers. I love the styling of Carolina Herrera (picture) and Diane Von Furstenberg (that got very famous for her wrap dresses), they're amazing!! Everything is so wonderfully crafted, detalied and feminine, the stamping is colorful and always bring a strong personality to the garments.

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Sabe aquele dia calmo e sereno que acaba de um jeito surpreendente?? Foi o que aconteceu quando me dei tempo pra caminhar pela cidade, antes de encontrar Tatsuro (meu amigo japonês). Conheci Pollyana, uma brasileira que trabalha no Centro de Informações Turísticas, que tava junto com um francês (esse loiro aí da foto) que foi pedir informação e acabou arranjando uma guia. E num é que me juntei à tropa de desconhecidos-que-acabaram-de-se-conhecer!?!? Nada como abrir um espaço pro extraordinário acontecer...

Fomos pro alto do prédio da prefeitura pra ver Kobe (a cidade que moro) de cima, depois passamos por China Town e fomos caminhando até Harbor Land (a área portuária daqui, que é meu cantinho especial). Depois Tatsuro se juntou ao grupo, Polly teve que ir embora... e sobramos nós três: um francês, uma brasileira e um japonês. Conversamos muuuuito... durante o jantar no Brasiliano. O clima tava uma delícia, o céu aberto... e uma oportunidade fascinante de simplesmente estarmos juntos.

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Bom, após acidentalmente clicar no blog de Marina (do Rio, ela mesma) acabei descobrindo um nova forma de bloggar. Não que eu esteja exatamente interessada em blogs, mas pensei numa forma de criar um site que tivesse links pros meus portfolios, tudo num lugar só!! Passei os últimos dias trabalhando nisso, enquanto fazia um outro bilhão de coisas obviamente... e finalmente tá pronto!! Claro que os ajustes serão feitos com o tempo... mas enfim. Quem quiser dar uma espiada tá AQUI!!

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Em meio a todo esse turbilhão, aconteceu um dia de chuva.
Um dia de chuva em que eu estava vestida pra um casamento.
O dia em que mudei a direção, que escolhi caminhar na chuva..
..que decidi tirar o salto alto e manter o guarda-chuva vermelho nas mãos..
..que saí do trem antes da hora pra andar no parque.

E sentir o cheiro de terra molhada, de folhas molhadas, de galhos molhados, de roupas molhadas, sapatos molhados, pés imersos n'água. E ouvir os passarinhos cantando no topo das árvores. E seguir a trilha cheia de poças, de lama, de folhas caídas no chão. Levadas pelo vento, pelas gotas, pela emoção.

Um momento perfeito e um passo à frente da razão.

Janayna Velozo.
13.10.2010

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"To me it's so simple that life should be lived on the edge.
You have to exercise rebelion.
To refuse to tape yourself to rules,
To refuse your own sucess,
To refuse to repeat yourself,
To see every day, every year, every idea as a true challenge,
And then you are going to live your life on a tight rope."


Philippe Petit
[From the docummentary MAN ON WIRE)



Trailer here!

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Pelo menos tem diversão na volta pra casa...








































... pra mim, claro.

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Fazer uma lista com 5 OBJETIVOS (ex: fazer um mestrado em Harvard) e 5 DESEJOS (ex:conhecer Bali). Escolher um DESEJO e um OBJETIVO e fazer uma outra lista com METAS (ex: começar um projeto de pesquisa, aprender inglês... juntar dinheiro, pesquisar coachsurfing) pra conseguir realizar.

Sinceramente?? Como raios você pretende conseguir o que quer sem nem ter parado pra pensar o que quer?

Quando a gente se foca em algo, ficamos mais atendos pra aquilo... e aglomeramos pessoas que podem nos ajudar a conseguir. Que o universo conspira, conspira... mas bem que a gente pode dar uma mãozinha na escolha da conspiração, né?!?!=D

Boa sorte!!

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Japan. So far away from my native country and so different. While Brazil has soccer as a national passion, Japan has baseball... while we have 500 years of history, Japan has more then 2.500... while we express ourselves with movement and words, they contemplate stillness and silence... ... ...while we contemplate coffee, they drink tea. The green tea is everywhere: served in restaurants, eaten as ice cream, sweets, candies, cakes... represented in silks, clothes and fans, shown in gentle gestures... grown in fields... practiced by gueishas and old souls. The green tea is a strong voice of the Japanese culture.

But the story started much earlier than the actual tea ceremonies can remember. Brought from China by monks, the green face of Japan was mainly consumed by priests and nobles as a medicine during the Nara period. The pleasure for its taste only came after battles and prayers, warriors and emperors, enclosures and deals... after the religious ritual became the wings of the highly educated: a symbol of status. 


The tea ceremony had many different faces and shaped itself through time, passing by the strong influence of the samurais and the spirit of Murata Shukou that found the balance between the two worlds: China and Japan.

The hands of Murata Juko transformed it into the "way of tea" that is characterized by silence, resilience, slow movements, simplicity, beauty, humility, profundity, emptiness, purity and respect. Unadorned bowls, containers, gongs and chopsticks, celebrate the unique present moment. Each movement has a deep meaning and a profound wholeness, once it will never happen again. As a foreigner I see the tea ceremony as a representation of the fluidity of life and a path to reach ones self through perfection.

和 敬 清 寂

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"Tem muita gente piruá nesse planeta.
Gente que não reage ao calor,que não desabrocha.
Fica ali, duro, triste e inútil pro resto da vida.
Não cumpre sua sina de revelar-se, de transformar-se em algo melhor.
Não vira pipoca, mantém-se piruá.
E um piruá emburrado, que reclama que nada lhe acontece de bom. Pois é. Perdeu a chance de entregar-se ao fogo, tentou se presevar, danou-se.
O importante na vida é reagir às emoções, e não manter-se frio, fechado, feito um grão que não honrou seu destino."

(cahvingert)

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Lembro do quanto gostava de desenhar quando criança.. dos concursos que participei e dos que ganhei também. Minha mãe foi minha grande incentivadora e parceira nessas aventuras infantis. Mas o fato é que, depois de um tempo, parei. Parei de desenhar.

O mais irônico nisso tudo é eu ter passado quatro anos numa universidade de design e não ter desenhado nada. De fato isso coloca em cheque a graduação da federal que deveria (ao meu ver) ter algumas disciplinas obrigatórias sim. Nunca tive uma aula de desenho que não fosse geométrico. E como nunca tive tara por triângulos e bissetrizes, parei no papel em branco. O máximo que lembro de conseguir fazer era uma casa com um caminhozinho do lado e uma árvore.

Mas algo aconteceu aqui. E acredito que teria acontecido em qualquer lugar que eu estivesse, porque o aqui, neste caso, é aqui dentro de mim. Decidi tentar voltar a desenhar, mesmo sem saber como... mesmo sem técnica ou noção de perspectiva. Resolvi fazer o que não sabia, fazer o que dá medo por não se saber...

Sabe quando você faz algo que não sabia que sabia fazer?? Sou eu desenhando. Eu termino o desenho, paro... e fico olhando pra ele sem acreditar que fui eu quem fez aquilo. Depois vem uma euforia infantil de quem conseguiu fazer aquilo!! Volto a ter 8 anos de idade querendo mostrar o desenho pra todo mundo e querendo que todo mundo fique feliz por mim!! Tem sido uma descoberta indescritível.

Aqui tá o link para os desenhos todos, na ordem em que foram feitos. É só ir passando pro lado pra vê-los. Espero que gostem!

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                    Ainda sem acreditar que ontem isso saiu de mim...

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                     Publicado no meu fotolog em 18 de março de 2006.

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Queria dedicar um espaço por aqui pra falar sobre o processo de seleção da Universidade de Design de Kobe (KDU). Recebi uma carta dizendo que teria que estar na universidade no dia X, na hora X, portando meus documentos e meu portfolio impresso ou o material em um computador. Infelizmente maiores explicações não nos foram dadas em inglês. Chegando lá, assinamos um seguro de que qualquer material deixado na universidade estaria intacto nos dias seguintes e seria devidamente devolvido ao dono, pegamos nosso número de candidatura e partimos pra uma sala ampla. Nessa sala haviam várias mesas, cada uma com painéis atrás e o número do candidato. Pra quê?? Expormos nosso trabalho. Apenas expor, pra que cada professor pudesse analisar o material e dar nota.

No segundo dia, marcaram nossas entrevistas. Detalhe: avisaram que a entrevista seria em japonês. Fui mesmo assim. Meia hora pra cada candidato. Mesma sala ampla. Diferença?? Dessa vez ela estava lotada de professores (acho que todos os professores da universidade, ou quase). Trabalhos de um lado, professores do outro (sentados em meia lua) e no meio, uma cadeira vazia com uma mesinha em frente. Ou seja, no meio... você, ali.. exposto a tudo e a todos (ou expondo). Primeiro eles pedem que você se apresente (de acordo com a etiqueta japonesa, claro) e depois começam as perguntas, que por sinal surgem de todos os lados. Apesar de entender um pouco de japonês (que não é apenas o básico que se usa nas ruas pra perguntar quanto custa um pão ou onde fica a estação X), eu falo muito pouco. Motivo?? Parei de praticar enquanto fazia a minha pesquisa, porque era tudo em inglês e eu não sabia se ficaria no Japão mesmo (não que eu tenha qualquer certeza hoje, mas é mais provável ao menos). Pedi então pra responder em inglês e, aos poucos, eles foram me perguntando em inglês também. Que por sinal foi um grande alívio: agora sei que eles sabem falar inglês (tô menos ferrada).

As perguntas foram as mais diversas possíveis: "Por que você escolheu a Universidade de Design de Kobe?" "Como foi seu curso de graduação no Brasil?" "Fale sobre seu projeto de pesquisa." "O que você pretende fazer depois que terminar o mestrado?" "Por favor, apresente-nos alguns de seus trabalhos, falando um pouco sobre cada um deles." Enquanto eu apresentei eles fizeram várias perguntas sobre cada projeto. No final, meu professor me perguntou: você tem alguma pergunta pra fazer pra gente? (adorei isso, mas confesso que não estava preparada). Falei: "O que vocês esperam dos seus alunos?? Que eles criem novas formas de pensar e de solucionar problemas, ou que sigam uma linha mais rígida?? (algo assim). Ficaram com a primeira opção.. thank God! =)

Pela primeira vez vi professores leves, descontraídos, sorrindo... não sei se maquiavelicamente por estarem se deliciando com nossa angústia. Mas... não faz muita diferença; gostei de vê-los assim. Saí de lá com um sorriso enorme no rosto e com a sensação de dever cumprido. Fiz TUDO o que pude, dei o melhor de mim... agora era com eles. Passar ou não passar se tornou um mero detalhe diante da certeza de que encontraria meu canto, meu rumo... e que fiz o que antes me seria impossível.

O resultado saiu 5 depois depois: aprovada.

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Oi gente!! Desculpa pelo sumiço nos últimos meses, mas tem momentos em que o mundo lhe rouba de você mesmo (e consequentemente dos outros), assim como momentos em que você precisa se conectar a si e em si mesmo. Ambos são momentos de silêncio e entrega em que não sobra muito tempo pra diários, blogs ou registros mais profundos sobre os caminhos por onde se passa. Tentei ao menos manter o youtube e o flickr atualizados com vídeos e fotografias. Assim ao menos uma parte de mim estaria dizendo "tá tudo bem..". Mas a verdade é..

...tô feliz PRA CARAMBA!! Longe dos meus dois amores (Luquinahs e Diogo), amigos, família e do país que vivi quase minha vida toda (dependência cultural é FODA), mas tô muito feliz!! Depois de finalizar e ser aprovada na minha fase de pesquisa na Universidade de Wakayama, resolvi partir pra outras terras. Apliquei pra Universidade de Design de Kobe, fiz o processo de seleção (bem interessante por sinal), passei... e cá estou.

Tive que passar por um outro processo de seleção, pra poder morar onde estou morando (no dormitório internacional da cidade de Kobe). Ou seja, finalmente as coisas estão se ajeitando. Tava bom de desgraça e problemas, né?? Me mudei sexta passada. Minha bagagem chegou no dia seguinte (o serviço dos correios daqui é fantástico! Aliás, serviços em geral.) O quarto de não-faço-idéia metros quadrados, com um banheiro e uma pia de cozinha me custará 280 dolares por mês. Mas é o melhor quarto que já tive até agora e a vista é simplesmente linda!! Tô no quinto andar de uma área que já é bem alta... aí dá pra ver a cidade de cima.. e o mar l
ááááááááááá longe. A cozinha é coletiva (uma em cada andar), tem elevador no prédio e uma salinha com máquina de lavar e secar (1 dolar cada uso). Vou tirar umas fotos e publicar pra vocês verem!

... que comece essa nova etapa!!

Saravá! =)

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Desde o natal que não escrevo praticamente nada (além do último post, que não foi lá bem feliz). Queria dizer que tô bem e cheia de estórias e novidades pra contar!! Mas tô de mudança esse mês! Depois conto. Em abril devo voltar a escrever por aqui! =)

Por enquanto... um texto que escrevi há tempos atrás...

É que em tempos de cegueira, onde o medo de cair nos impede de andar, onde as mentiras ditas ao acordar ganham pernas e saem pelo mundo deixando na boca o gosto do que queremos ser (mas não somos), onde o mundo tem o sabor do pouco que nos restou... tempos que nos afastam de nossos espelhos já sem reflexo, que nos isola nos cantos escuros que deixamos (ainda ontem) pra resolver no depois que se estende para além das horas possíveis, tempos em que nossa cegueira ultrapassa os espaços do outro, que invade os problemas do mundo e se impõe num grito independente de unicidade e imparcialidade inexistente...

Ficamos assim: imersos entre pena e orgulho, entre a dúvida e a afirmação, submersos em apatia e indefinição, em insuficiência e caos, ansiedade e vício... esperando que o mundo aceite nossas beiras, nossos excessos... necessitando encontrar um ombro amigo no próximo acordar, um rosto conhecido pelo cheiro de verdade, pelo sabor de sensatez, pelo aperto forte das mãos, pela voz doce de colo ao cair da tarde. E ficamos assim, esperando ser salvos.. cada um na sua concha, no seu casulo, no seu espaço seguro.

É que... em tempos de cegueira... tudo que precisamos é despertar da nossa lucidez empoeirada, é estender as mãos e sentir a direção do vento, é esquecer o discurso de ontem, deixar o jardim com cheiro de terra molhada, abandonar os lençóis (ainda mornos), esvaziar-se dos risos, arriscar.

Porque em tempos de cegueira... bastaria despir-se de si mesmo... e despertar.

Janayna Velozo
01.12.2006

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Eu sempre tive essa sensação estranha de que não existe começo ou fim; como se Deus fosse um químico com amnésia, que não sabe de onde veio nem como foi criado (porque certamente se ele soubesse, saberíamos também nós) e repete, numa velocidade insana: "Na natureza tudo se cria, nada se perde. Tudo se transforma." Talvez tenhamos criado essa noção de começo e fim ao observarmos nascimentos e mortes (se é que de fato temos essa habilidade). Vai saber. Pra mim, sempre foi como se eu estivesse passando pelo ad infinitum. Hoje, é como se eu, eu mesma, sempre tivesse existido.

A forma de enxergar o mundo mudou. Drasticamente. Passei a reconhecer-me nos outros, nas coisas do mundo e a saber-me inexistente de qualquer heroismo. Minhas margens desapareceram da minha vista. Foram-se, ofegantes, retornar à moradia primeira. O "eu" se misturou ao "eles", "elas", "tu", "nós". Se algum dia estive apenas em mim, não o estou mais.

Já devo ter dito, em cartas outras, o quanto o idêntico é vital aos japoneses. Aqui acho que nunca existiu o "eu", apenas o "nós". E não se engane, não se trata de coletividade calorosa, compaixão, empatia, ou qualquer vislumbre de que o mundo pulsa além (e aquém) de sua própria batida. Não. Na terra do sol nascente eles não sabem o que é ser si mesmo. Aqui se nasce, se vive e se morre em silêncio.

Um silêncio que me grita todos os dias: "você não é um deles!".

Acho complicado fugirmos do similar. Entre frases, amores, risos, empregos e rotinas, passamos todos pelo idêntico linguajar dos conceitos. O mundo das palavras é um só: caminho é caminho. Idênticos em escrita, e nela apenas. Afinal de contas demos um uso diferenciado às palavras. Criamos pronuncias, sotaques, diminutivos, trejeitos. E reinventamos, a cada instante, o contexto em que estarão inseridas. Teu "caminho" te lembra arbustos, enquanto o meu se reparte em mil pedaços. O idêntico é pura demagogia.

Não lhe é estranho passarmos uma vida inteira tentando ser únicos, quando sempre o fomos desde o gozo? E mesmo que instistamos a buscar, em terras outras, nossa imparcial importância... a quem queremos impressionar? Em qual pedra tentamos cravar nosso nome? Quem escolhemos pra contar nossa estória? Por quem queremos ser lembrados?

"... acreditar em algo grande que mude nossas vidas...", me disseram essa semana. Talvez Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel, possa dialogar com essa sentença ao dizer que "para ter uma boa idéia, primeiro você tem que ter várias idéias." É preciso se criar escolhas, divergir, desatar-se dos laços de genialidade e buscar, consciente, o raro encontro da preparação com a oportunidade, ao qual chamamos de sorte.

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Em frente ao grande templo Todaiji, em Nara, todo feito em madeira, comentei:

- Lucas... imagina o trabalho que deu pra construir esse templo??

Ao que ele prontamente me responde:

- Imagina a quantidade de árvore, isso sim!!!

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