A semana começou super bem!! Tô participando do 1 Congresso Internacional de Criatividade em Design, aqui em Kobe mesmo (sorte!). E sinceramente, é maravilhoso estar convivendo por uns dias com pessoas do mundo todo e (finalmente!) assistir palestras e apresentações interessantes. Nada como estar aprendendo alguma coisa que não venha de mim mesma estudando sozinha em casa!! Pois é.. pra quem não sabia esse é meu estado normal. Como eu já disse antes a educação no Japão é uma bela merda. A parte boa é que o mundo pensa o oposto, então eu espero que essa perda de massa encefálica temporária me leve pra um lugar decente daqui assim que eu terminar esse mestrado.


Mas... voltando pra parte boa... tem cerca de 100 participantes (o que eu acho ótimo, por não ter gente demais) de 30 países diferentes. As apresentações e palestras estão girando em torno de Criatividade obviamente), mas também Design Thinking, Realidade Virtual, Teorias em Design, Sistemas Complexos, Educação em Design e Comportamento. Amanhã é a minha apresentação (desejem-me sorte!),

Tenho uma estorinha sobre esse Congresso pra contar pra vocês:

No começo de 2010 fiquei sabendo de um congresso chamado ICDC. Me interessei, acessei o website, gostei da proposta e odiei o valor cobrado (300 dolares pra estudantes). Como eu tava economizando até a última gota pra poder viajar pro Brasil, resolvi não participar. Em junho, lea estava eu... navegando na internet quando recebi uma mensagem de um desconhecido, numa rede sozial chamada Academia (muito bom por sinal pra quem está interessado em pesquisa científica, universidades, jornais, laboratórios... e afins). A mensagem dizia: "I think you'll like this conference!" E me enviou o link do exato congresso que eu queria participar meses antes.

Aí eu tive um daqueles momentos Mãe Diná e pensei comigo "Uia! É um sinal!! Vou mandar um artigo!" Quando chequei o deadline de envio... faltavam 18h pra entrega de artigos completos. Detalhe: eu não tinha artigo nenhum. Resultado: passei umas 4h tomando coragem pra decidir começar um artigo do zero.

...escrevi o artigo em 8 horas (feito que jamais se repetirá)... recebi o resultado da seleção em julho... e cá tô eu! =D

Lição: JUST DO IT.

PS: Pra quem quiser dar uma olhada no artigo, clique aqui!

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Ontem, por ser uma aula no meio da semana (na Lilliput das fotos), é um dia de aula normal e as crianças são bem pequenas com idades variando entre 3 e 6 anos). Ou seja, dá mais trabalho por elas serem mais barulhentas e inquietas, mas ao mesmo tempo o dia é mais livre. Explico: comecei às 10:30 dando uma aula de 50min e só fui dar outra aula às 15h, porque elas tem tempo pro lanche, pra ir ao banheiro, pra almoçar, assistir DVD com filme com inglês, brincar lá fora, pra tomar suco... ou seja... outras atividades que não exigem muito do professor a não ser manter a ordem e disciplina.

Uma das crianças me marcou muito, porque tivemos uma conexão bem forte desde quando nos conhecemos na porta da escola. O nome dela é Sora e é ela quem está de vestidinho rosa nas fotos, levantando pra responder uma pergunta. Ela tem 3 anos de idade e é a coisa mais linda desse mundo!! Super independente, carinhosa, esforçada, alto astral e com um olhar forte e familiar (pra mim). Durante o intervalo do suco ela veio correndo e abraçou as minhas pernas enquanto olhava pra cima pra falar comigo e dizer que gostou da minha blusa. Depois disso ficamos ambas balançando nosas "saias" prum lado e pro outro... ^^ Durante a sessão de DVD ela tava sentada perto da janela, quando me viu sentada do outro lado pegou a cadeira, atravessou a sala e sentou ao meu lado. Aos poucos foi encostando o bracinho, depois a cabeça... e quando vi ela tava sentando no meu colo e agarrando meus braços. Na hora dela ir embora eu falei: "Bye Sora...!" e ela veio correndo do portão pra fazer um High Five (bater com a palma da mão) e me deu um abraço bem forte!!! As pessoas não se abraçam aqui, então isso significou muito. Espero poder vê-la novamente... =)

Nesse dia eu dei um total de 3 aulas (lições), trabalhando das 10:30 às 18h (com intervalo pra almoço) e recebi 100 dólares + transporte.

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As aulas na escolinha aqui perto foram excelentes!! Os adultos adoraram e as crianças responderam bem às aulas. Como nessa escola elas só têm um professor, deve ter sido mais complicado ter alguém novo... Como cada aula era diferente, foi uma experiência muuuuuito interessante pra mim, porque pude dar aulas pra criancas de 2 anos de idade (que entram na sala acompanhadas das mães), pra criancas de 3/4 a 10 anos, pra crianças de 12 a 14 anos (que ficaram impressionadas com a minha idade e com a idade de Lucas) e pra adultos. Frank, o professor que substitui, foi passar uma semana na Tailândia e deixou tudo preparado pra mim, então foi mais fácil.

O desafio mesmo era na outra LilliPut (nome da escola), onde dei aula no sábado e nessa semana. Eu estava também substituindo alguns professores (lá é bem maior), mas não havia nada peparado pra mim. Ou seja, criatividade lá vou eu, né?? Cheguei mais cedo, andei pela escolinha, conversei com a dona e me inteirei do horário do dia. Antes da aula começar fiquei na sala de aula dando uma olhada no que eles tinham feito e no material de suporte (cartões com fotos e palavras/frases, jogos, atividades etc). Bolei umas idéias e as crianças respoderam super bem!! Nesse primeiro dia eu dei 3 aulas diferentes,além do tempo das atividades, almocei e lanchei com as crianças e brincamos juntos. Aprendemos sobre as profissões, verbos de ação, desenhamos, conversamos em inglês... foi muito legal!! E bem mais tranquilo do que eu pensei, pra o primeiro dia!

Na hora de ir embora duas das crianças (6 anos de idade cada) iam voltar pra casa sozinhas (coisa bastante comum por aqui) e estavam indo pra estação de trem, aí a dona da escola disse pra elas irem comigo pra ME mostrar o caminho!! Lá vão elas, andando... ladeira abaixo. Daqui a pouco... começam a correr... e eu gritando "me espera!!" Aí elas paravam, me esperavam e quando eu tava chegando perto de novo, elas corriam. Depois de umas duas vezes (a ladeira era enorme), disseram: "corre professora jana!". Pensei comigo (relevando minhas botas) "E por que não?"... e saí correndo!! Passei dos guris e disse: "Bye bye..." Aí elas "ahhhhhhhhh..." e sairam correndo atrás de mim!! Foi engraçado demais (tirando o fato que no dia seguinte eu não conseguia nem andar).

Pra quem tiver curiosidade sobre o quanto se paga, nesse dia eu trabalhei das 11 às 17h (com intervalo pro almoço) e recebi 85 dólares + transporte.

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Estava eu... cavando meus arquivos antigos hoje (enquanto fazia backup do computador), quando encontrei esse texto feito em 2002. O texto, que deveria contar um pouco da história do meu personagem, foi solicitado pelo mestre do RPG que eu estava jogando na época: vampiro, a máscara.

E mais... tem trilha sonora e tudo!! Fiz um áudio mixando a minha voz com uma música de fundo. É só clicar no play!


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Dias e mais dias de emails enviados, dinheiro gasto pra chegar até os locais, entrevistas, "nãos" recebidos... quando finalmente recebo uma ligação de uma escola me chamando pra trabalhar lá como professora de inglês. Bom, não exatamente. O convite foi pra eu trabalhar alguns dias substituindo os professores atuais, mas é um começo. É mais difícil encontrar uma vaga dessa nessa época do ano, pois todas as turmas estão fechadas há tempos. As aulas nas escolas começam no final de março/começo de abril, têm férias em julho e agosto (de verão), voltam no começo de setembro, têm uma pausa pro ano novo de umas duas semanas e recomeçam em janeiro, indo até fevereiro. Como eu quero ter umas experiências diferentes no Japão, aprender mais sobre educação e ensino, e ainda ganhar uma grana extra... resolvi tentar ser professora de inglês nas horas "vagas"! =)

Agora me imaginem aterrorizada de medo de dar as aulas pras crianças JAPONESAS. E olha que me dou muito bem com crianças, já dei aulas particulares em casa e trabalhei como professora assistente na UFPE.

Agora voltem pra Janayna aterrorizada. Puta merda!! Que medo do caralho!! E como eram turmas diferentes... em cada uma eu tinha uma coisa diferente pra fazer. Ai jesuis!! o.OO

O bom é que sempre tem um ponto de equilíbrio nos medos que sentimos e eu já sei que basta eu começar a fazer o que tô com medo de fazer, que ele vai embora. Não totalmente... mas vai esvaziando-se... aos poucos. Enfrentar os medos que tenho é o que aprendi a fazer. O ruim é que muita gente me acha desprovida desse sentimento, por eu não falar sobre isso nunca e demonstrar com pouca frequência, mas... gente... sinto um monte de medo de um monte de coisa o tempo todo!! A diferença talvez é que GOSTO de enfrentá-los. Passei muito tempo tentando me acostumar em enfrentá-los antes de começar a sentir prazer com a coisa toda, afinal de contas é desconfortável sair da zona de conforto e ir de encontro a algo que te apavora... mas é possível.

E quando você percebe que superou... a sensação é de alííííívio e orgulho, por ter se superado.

[continua no próximo capítulo]

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Ano passado, enquanto eu estava ainda morando em Wakayama, encontrei um grupo de japoneses tocando música irlandesa em frente à estação de trem. Lindaaaaa a apresentação deles!!



Dá pra ver muito esse tipo de coisa no centro das grandes cidades, como Kobe, Osaka e (segundo me disseram) Tokyo.

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Será que eu já contei pra vocês que aqui no Japão as catôtas mudam de cor?? Não, elas não ficam policromáticas. ¬¬  Mas tão longe de ser as melecas pretas que tiramos do nariz no Brazil. =D

Bem vindos ao mundo das catôtas branquinhas branquinhas...!! ^^

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[Brincando de tilt-shift... ^^]

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Genteeeeeeeee... andei de trem bala hoje!!!! Tudo bem que paguei o olho da cara (¬¬), mas o consulado do Brasil em Nagoya só funciona até as 13h, então num tinha outro jeito (yaaaaaaaaay...). A experiência começa na compra dos tickets, que são maiores, com todo um tratamento VIP nas catracas. Basicamente o que se vê são empresários, executivos... enfim, (quase) todos de terno e gravata. Mas como todo mundo por aqui veste ternos pretos, parece um enterro também.

O trem que eu andei, chamado Nozomi N700 (que quer dizer "esperança"), é a linha mais nova dos trens-bala, chegando a alcançar uma velocidade de até 300km/h. Embarquei em Shin-Kobe, parando nas cidades de Osaka e Kyoto,  e cheguei em Nagoya em 67 minutos. A distância total entre estes dois pontos, de trem, é de 223.5km. Por ser muito caro, (ida e volta me custou 160 dólares), o Shinkansen (que literalmente significa "Nova Linha Tronco"), é usado basicamente por executivos e turistas no Japão.

A viagem é muito bonita quando estamos já chegando em Nagoya, porque as montanhas ficam mais próximas da linha do trem e a paisagem colorida do outono se mostra em tons de amarelo, marrom e vermelho. A sensação de velocidade dentro do trem é beeeeeeeeeeem diferente do esperado, porque nossa referência é automobilistica. E... não é um carro a 300km/h, né?? É um trem!! A estabilidade dele é incrível, quase não faz barulho (pra quem tá dentro) e as poltronas são super confortáveis. Eu ainda lembro de assistir na globo as primeiras notícias a respeito desse trem, mas era uma realidade tão distante. Mas num é que cá tô eu, no Japão, andando no tal do trem?!?! AHahaha... incrível!!! É uma experiência válida quando você precisa economizar tempo! E... justamente por conta disso, fiz um vídeo de 1min de um pedacinho da viagem pra vocês verem!


NOTÍCIAS!!!
[Japan is currently promoting its Shinkansen technology to the Government of Brazil for use on the planned high-speed rail link system set to link Rio de Janeiro, São Paulo and Campinas.[14] On 14 November 2008, Japanese Prime Minister Taro Aso and Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva[15] The Japanese consortium includes the Ministry of Land, Infrastructure, Transport and Tourism, Mitsui & Co., Mitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries and Toshiba.[16][17] talked about this rail project. President Lula asked a consortium of Japanese companies to participate in the bidding process. Prime Minister Aso concurred on the bilateral cooperation to improve rail infrastructure in Brazil, including the Rio-São Paulo-Campinas high-speed rail line.]

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Tava faltando postar A APRESENTAÇÃO EM JAPONÊS, né?!?!? AHahhahaha...

Taí o mico gente! #-)



...ai ai... #-)

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Meu sogro constatou ontem que eu gosto de apimentar a vida e por isso mudo de endereço a cada 6 meses! Contem comigo: cheguei no Japão pra morar em Osaka em Abril de 2009, me mudei pra Wakayama em Setembro, depois me mudei pra Kobe em Março de 2010... e ontem, me mudei de novo!! O bom é que tô ficando craque já e empacoto tudo rapidinho! Mas não se procupem... a universidade tá ótima e não me mudei de cidade, nem de bairro, nem de dormitório.

Hein?!?!



Mudei de quarto!! =D

Meu quarto anterior ficava de frente pra uma Highway dos infernos e de esquina com um cruzamento. Aí já viu, né?!? Passa de tudo nessa rua, de caminhão de bombeiros, ambulâncias (que além da sirene, ainda falam pro povo sair da frente)... a motos extremamente barulhentas (¬¬) e gangues de motos que fazem questão de avisar à cidade inteira que estão passando... e pra completar tem uns caminhões que tocam uma sirene e falam (ALTO E EM BOM SOM) "estou virando a direita, cuidado! estou virando a direita, cuidado!". Se eu fosse um pouquinho mais envenenada, já tinha jogado uma bomba nesses caminhões. ¬¬

Ou seja... agora vou conseguir dormir sossegada. ^^

A merda é que no quarto novo não pega sol hora nenhuma do dia (ou seja, me fudi agora no inverno), mas em compensação é um quarto de casal enorme... com CAMA DE CASAL... uma boca de fogão elétrico... banheiro com mais espaço pra guardar as coisas... mesinha de madeira pra comer com duas cadeiras... geladeira grande... enfim... tudo de bom que o dormitório tem a oferecer (e que posso pagar, claro)!! E com certeza é bem melhor pra receber visitas!

Portanto, pra quem tinha meu endereço antigo... mudem o número do quarto pra 504!!!

PS: Eu achei que ficaria sem internet por um tempo, mas acabei de trocar e tá funcionando direitinho!! Como agora tô dividindo com mais 2 chineses, a NET vai ficar mais barata tb. YUPEEEEEEEEEEEE!!!! Só espero que num fique tão mais lenta...

PS2: preview da camonaaaaaaaaaaa.. =x

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Sabe quando você tá se mijando há um tempão e num acha UM banheiro por perto? Aí vai no prédio vizinho (já se contorcendo né) à procura procura daqueeeeeela moitinha?!?!

Advinha?

Encontrei minha moitinha hoje, fiz aqueeeeele xixi e senti um alííííívio!!! Ou seja, apresentei meu projeto de mestrado em japonês e foi um sucesso! Alguém perdeu a informação de que eu apresentei em japonês?!?! Mas nem se empolguem muito porque li a apresentação inteira (coisa, ridícula, de praxe por aqui). No final teve uma rodada de perguntas e os professores se interessaram bastante sobre o projeto, o que me deixou bem feliz.



Pra esse momento, que eles chamam "meio mestrado", eles organizaram uma exposição dos trabalhos dos estudantes na galeria da universidade. Os que têm projetos práticos exporam suas obras e tiveram 5min pra apresentar, os teóricos exporam cartazes e tiveram 10min pra apresentar. É uma forma bem interessante de mostrar o que os alunos do mestrado vêm desenvolvendo (apesar de só termos começado em março) e de uma valorização enorme. Pena que o feedback, já que esse é o momento pra isso, é tão pequeno e fraco.



PS: Quando fecharem as portas do inferno gelado que se instaurou e fizer um dia de sol por aqui, eu tiro umas fotos da universidade pra mostrar a vocês.

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