Representante legítimo da Santíssima Trindade. Assim como dos três atributos de Deus de onisciência, onipotência e onipresença. Primo. Um dos tidos de Fibonacci e Lucas (desse nunca ouvi falar). O número três representou pra mim, o inferno astral. Porque entre eu, tu e ele... presente, passado e futuro... pensar, falar e agir... reino animal, vegetal e mineral... e todas as outras premissas que cercam o mito, o que se passou comigo nos TRÊS últimos meses foi digno de um comercial de mal gosto japonês.
Como num vou entrar em detalhes dos pontos que fizeram meu triângulo virar um círculo sem começo, fim ou horizonte certo, resumirei meus equívocos à inocência dos robôs. Desculpem, mas enquanto as árvores colocam uma nova plumagem pro inverno, mudando suas cores e cantos, o que vejo nas ruas são seres humanos apáticos. Essa é a pintura que não desbota. Viciados em trabalho, os japoneses estão, literalmente, se matando, enquanto suas barbies (conhecidas como esposas) cuidam dos filhos que só verão seus pais, com sorte, nos finais de semana. Filhos estes que, confinados aos limites do oceano Pacífico e cercados por máquinas falantes, serão cada vez mais privados de contato humano.
A fotografia dos samurais e gueixas fica pros elucidados membros de uma língua formal e submissa, hierarquica e severa, curta e silenciosa. O hoje é uma mistura amarga entre o futurismo alienado e vazio do comportamento ocidental, misturado à falta de sensibilidade de quem já se se acostumou a não mostrar emoções. Fechados em si mesmos e para si mesmos, o espelho tornou-se o livro de cabeceira, enquanto o divã, vazio, espera por qualquer traço de verdade que escape do discurso cotidiano. Quando escapa. Quando há verdade. E enquanto o espelho não quebra...
Saravá!
Leia mais um teco...
Tuesday, November 17, 2009 |
Category:
Pensamentos
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