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Antes que vocês achem que tô com a bola toda gastando o dinheiro da minha bolsa de estudos em viagens pelo mundo!! Bom, fui participar do SIGGRAPH Asia 2010, como estudante voluntária. O evento me foi sugerido pelo meu primeiro professor de computação (quando eu tinha 6 anos de idade), Paul Hertz, um grande amigo que trabalha atualmente com arte e tecnologia em Chicago. Obrigada Paul!!

Como eles têm uma galera enorme voluntária, nos colocam pra fazer atividades diferenciadas durante os 4 dias de evento. E, dependendo da quantidade de horas que você escolheu trabalhar, sobra bastante tempo pra participar das atividades e prestigiar o evento. O próximo vai acontecer em Vancouver e eles estão abertos a submissões de trabalhos, portanto.. mãos à obra aos interessados!! Pros que quiserem tentar ser voluntários, saber inglês é necessário e quem for selecionado tem 100% de desconto no evento, além de algumas outras possibilidades (como hospedagem, alimentação e ajuda na compra da passagem aérea) dependendo da quantidade de horas que vocês estiverem dispostos a trabalhar.


Participei de apresentações fantásticas, como a do professor Aaron Marcus, que falou sobre Cross-Cultural Interfaces e a do grupo que apresentou soluções em simulação de multidões e comportamento de grupos de pessoas. O festival de animação em si foi fantástico!!! Aqui estão os links pros trailers de algumas das melhores animações que assisti:

LOOM

The Gruffalo
A Lost and Found Box of Human Sensation
CHILDREN, de Takuya Okada (não achei o trailer)

Peguei também algumas informações sobre empregos pros meus amigos animadores, ilustradores e modeladores... conheci pessoas fascinantes... e, de brinde, ganhei uns (muitos) presentes por estar na lista dos melhores estudantes voluntários (segundo os Team Leaders). Pense que voltei pesada pro Japão! ¬¬

Valeu... 


... e valeu muito!!! Digo logo que tô de olho em Vancouver!! =D

Leia mais um teco...

[Aviso: este não é um post feliz.]















[Na foto acima, que não é de minha autoria, vocês podem ver Panmunjom e a linha de concreto que divide os dois países, com soldados da Coréia do Norte à frente e da Coréia do Sul ao fundo.]

Começando pelo começo... DMZ, que significa Zona Desmilitarizada, é uma área pré-determinada onde é proibida qualquer atividade militar. A DMZ da Coréia tem 238 km de comprimento e 4km de largura (sendo 2km pro norte da fronteira e 2km pro sul), e é atualmente a única DMZ existente no mundo. A guerra da Coréia durou cerca de 3 anos, matou mais de 3 milhões de pessoas e dividiu o país no Norte comunista (influenciado pela ex-União Soviética) e no Sul capitalista (influenciado pelos EUA).

O "passeio" ao DMZ foi marcado por sensações tão fortes que me mantive calada a maior parte do tempo. Um silêncio de respeito ao lugar, a quem o guarda, aos que já morreram ali... à esperança de um dia esse lugar não mais existir. Um silêncio de assombro, de espanto, imensidão... e de entendimento pela história do conflito por trás da fronteira mais armada do mundo. O guia explicou muita coisa sobre a Coréia do Norte, seus ataques à Coréia do Sul e tentativas de invasão (foram descobertos mais de 4 túneis em direção a Seoul, desde que o DMZ foi delimitado) e a impressão que se tem é que ele tá mentindo ou exagerando, por ser Sul-Coreano. Mais tarde descobri que é muito pior do que ele estava relatando.


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Apesar da Coréia do Norte declarar oficialmente ser uma república socialista, encontra-se de fato sob o governo ditatorial stalinista e comunista da família Kim. Após a morte do fundador da Coréia do Norte Kim II-Song, que foi declarado o eterno presidente do país, quem governa é o chefe de estado Kim Jon-Il.

As prisões existentes no país são palco de torturas e tratamento desumano (muitos morrem de fome), estupros, abortos forçados, experimentações médicas, assassinato e a execução de prisioneiros (e crianças, espancadas nas prisões) que tentam fugir do país. Em caso de tentativa de fuga, não apenas o indivíduo é preso (e condenado à prisão perpétua), como também seus pais, filhos, irmãos e (em alguns casos) avós. Os Campos de Concentração (sim, eles existem na Coréia do Norte) possuem aproximadamente 200mil prisioneiros (políticos, em prisão perpétua, e os de sentença longa, que raramente são libertados). Os prisioneiros são obrigados ao trabalho escravo em minas e na agricultura, sendo espancados ou torturados em caso de lentidão ou desobediência. Caso roubem comida ou tentem fugir, são sumariamente e publicamente executados. As crianças nascidas nos campos, permanecem nos campos e são obrigadas a trabalhar após a escola (onde aprendem a ler, escrever e trabalhar) até as 9 da noite, podendo visitar os pais uma ou duas vezes por ano, caso sejam excelentes no trabalho. Existe uma classe na Coréia do Norte, chamada "classe-hostil", composta por parentes das famílias que de alguma forma ajudaram a Coréia do Sul durante a guerra da Coréia; estes, estão condenados a punições (prisão) por 3 gerações.

Algumas organizações de luta pelos direitos humanos, como a Anistia Internacional, acusam a Coréia do Norte de ter um dos mais terríveis direitos humanos do mundo e dizem que os norte-coreanos são um dos povos mais brutalizados do mundo. Os norte-noreanos não possuem a liberdade de expressão; os que forem pegos falando mal do governo são aprisionados, assim como adultos com disabilidades. Crianças nascidas com qualquer deformidade são executadas e as que nascem com problemas mentais, como autismo, são perseguidas. Uma porcentagem das meninas (a partir dos 14 anos) são enviadas pelo governo pra trabalharem como prostitutas e casarem-se com soldados aos 25 anos de idade. Os cristãos são perseguidos oficialmente (a bíbila é estritamente proibida) e enviados aos campos de concentração. Existem alguns canais de rádio, jornais e dois canais de televisão (controlados pelo governo), nenhuma internet (apenas intranet), e as pessoas que tentam receber canais internacionais são punidas pelo código draconiano. As execuções de desertores ou condenados, acontecem em estádios e praças públicas.

Os cidadões mais leais, saudáveis e politicamente confiáveis moram na capital, Pyongyang. Os demais são expatriados da cidade e vivem em outros locais do país. Os norte-coreanos são todos obrigados a servir o exército, a partir dos 15 anos de idade, sob pena de prisão. As mulheres servem por 7 anos e os homens por, pelo menos, 10 anos. Apenas os políticos condecorados possuem o direito de ter um veículo e acesso a combustível; a população utiliza a bicicleta como meio de transporte e é obrigada a seguir um código de vestimenta. Educação, seguro saúde, moradia e pacote-alimentação são providos gratuitamente pelo governo, estando atualmente extremamente restritos (principalmente pela campanha do "Militares primeiro"), o que vem proporcionando um aumento considerável de doenças e desnutrição entre a população.

[Texto escrito por mim, a partir de diversas fontes sobre a Coréia do Norte]

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Deixei o DMZ com a sensação de ter visto uma prisão de segurança máxima sem ter estado de fato dentro dela. Não há carros, pessoas, cidades... é uma fronteira enorme e vazia... povoada de soldados. O cessar fogo foi acordado entre os dois países em 1953, mas o tratado de paz jamais foi assinado. A guerra continua...

...silenciosa como o DMZ.


* Fiz um ensaio fotográfico. É a tradução em imagens do que senti...

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Hoje rolou um exercício de defesa civil: as sirenes soaram às 14h e durante 15 minutos Seoul parou. Pra quem já assitiu filmes em que a humanidade morreu, as ruas estão vazias, cheias de carros e ônibus abandonados e um silêncio assustador... foi igualzinho. As pessoas colocaram máscaras, se encaminharam pra um dos 25 mil refúgios públicos subterrâneos, ao som de alarmes, enquanto mais de dez aviões de combate decolaram para simular um ataque da Coreia do Norte.

Cerca de 11 milhões de pessoas participaram do exercício, que foi o maior na história já realizado desde 1975.

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안녕하세요!! Saudações coreanas!!

A viagem do Japão foi bem rápida e tranquila, cerca de 2h apenas... e apesar de Adrianna estar um pouco doente, ela veio comigo pra passar 3 dias por aqui. Assim que chegamos, pegamos um ônibus pro hotel, deixamos as malas e fomos procurar um lugar pra jantar. Andamos um bocadinho, passamos por vários restaurantes.. até que Adrianna finalmente decidisse onde queria comer.

Entramos no tal restaurante, nos serviram água natural, nos deram a toalhinha pra limpar as mãos e... começamos a apontar e fazer mímicas pra mulezinha que não falava uma palavra de inglês. O engraçado aqui é que eles falam em coreano numa boa com você, mesmo que esteja claro que você não está entendendo A WORD OF IT. Sei que pedimos um prato lá achando que era pra duas pessoas, mas era pra uma só..o que fez com que tudo viesse dobrado.


Uns 5min antes do prato principal chegar a mulezinha se aproximou com um vaso de plástico na mão nos perguntando alguma coisa. Vocês num têm noção da cara que Adrianna fez quando olhou dentro do tal vaso!! Sabe aquela expressão de espanto, nojo e indignação?? Pronto. E tudo por conta de uns peixes lombrigas nadando sossegadamente no vaso, indiferentes ao destino que os aguardava. Eu até comeria os peixes.. mas quando percebi que ela os jogaria vivos dentro da nossa sopa que tava cozinhando na mesa (somando-se a cara de Adrianna)... eu desisti. Os pratinhos tavam gostosos, apesar da sopa estar com gosto de sopa de cachorro (que eles comem por aqui). Dri só comeu a acelga apimentada e deixou o resto todo... dizendo que se tivesse tomado a sopa os peixes estariam nadando dentro dela.

Depois fomos pro cinema assistir Narnia. Alguém já viu?? Gostaram??

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