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Semana passada trabalhei 3 dias na Lilliput e advinha quem eu encontrei no trem a caminho da escolinha?!?! Sora!!! A menininha que sentou no meu colo que eu tanto queria rever... viemos juntas no trem e pegamos o mesmo ônibus. Achei que ela não me reconheceria, mas dois segundos depois de me ver ela e a irmã disseram: "Jana teacher!!!" numa felicidade só!

O interessante é que a cada dia que passa, fica mais fácil lidar com as crianças porque elas criaram um laço comigo que permite brincadeiras, mais intimidade, um senso de amizade e respeito... e uma noção, da parte delas, que estou ali pra ajudar. E mais interessante ainda foi um dos alunos chegar pertinho de mim e dizer:
- Jana teacher is soooo good!!
- I am??
- YES!!!
- Thank you!

E ele ficou repetindo "Jana teacher is so good!!", "Jana teacher is so good!!"... e no final dizia "Why?". Ahahahha...

Sora e Aoi têm disputado o meu colo na hora de assistir DVD, então resolvi ficar com uma em cada perna. Mas algumas das outras meninas chegam perto bem devagarzinho... e perguntam por que elas estão no meu colo. Tudo pra poder dizer que também querem um pouquinho. Eheheh.. é tão bonitinho.

Segunda começo pra valer!! =)

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Aqui no Japão o natal é celebrado pelos namorados, fora de suas casas e beeeeemmm longe das suas famílias. Os motéis lotam (tô tão curiosa pra saber como é um motel japonês!! Chega logo amor!) e os restaurantes também. E eu descobri isso da pior forma: esperando numa fila de restaurante. Acredito já lhes ter apresentado Ahmad, meu amigo libanês que mora em Nara. Ele veio a Kobe com mais 2 amigos pra passarmos o dia de natal juntos, apesar de nenhum deles acreditar em natal, afinal de contas são muçulmanos. Tinha uma japonesa no bolo também, que também não acredita em natal. Os japoneses se dizem budistas e xintoistas, mas não praticam no dia-a-dia. Eles só participam dos festivais (que se iniciam nos templos) que acontecem no verão e da virada do ano, onde a população toda vai pras filas nos templos. Tudo pra tocar um sino, fazer um desejo e se purificar pro ano que chega. Mas quem sou eu pra falar... afinal de contas não tenho religião nenhuma e quero casar na igreja, além de comemorar o natal. Sem contar que o natal começou com o nascimento de Cristo num manjedouro e terminou com papai noel na neve vestido de vermelho da coca-cola. Cada um que se vire pra dar significado a essa joça!


Pra mim, o natal é época de reunir a família e celebrar a vida... assim como reunir os amigos (pra quem tá longe da família como nós, com exceção da japonesinha). Sei que fomos caminhando pelas ruas do centro de Kobe, passando por China Town e terminando no meu lugar preferido: Harbor Land. Tentamos um restaurante indiano no começo, mas quando vi o precinho básico de 80 dólares por um prato de comida, falei: "Num sei vocês, mas eu só tenho dinheiro pro suquinho de laranja!" Até que decidimos mudar de restaurante, porque ninguém tinha aquele dinheiro pra gastar num jantar. O problema é que os restaurantes japoneses, no natal, não disponibilizam o cardápio normal (apenas o especial de natal)...aí metem a faca no pescoço do povo!!

Depois de um tempo achamos um restaurante legal, coreano (a-ha!), que tinha fila de espera. Resultado?? Um hora na fila pra sentar e comer. O bom disso é que quando você finalmente entra, tá com tanta fome que qualquer bagulho serve! A galera pediu um prato esquisito lá e eu pedi outro: uma sopa de galinha que cozinha os vegetais na sua frente (como vocês podem ver na foto). Eita galinha gostosa da muléstia!! Eles dão essa tesoura de cozinha pra você cortar a galinha e colocar no pratinho (cês num acham que eu tomei a sopa nessa bacia, né??!). Sem falar que o preço estava acessível pros pobres mortais pobres. Qualquer dia desses vou lá repetir a dose! =)

A noite foi maravilhosa!!! Ahmad é meu melhor amigo aqui no Japão e uma das pessoas que eu sei que posso contar No Matter What. Estar com ele nesse dia foi super importante pra mim, já que Luquinhas nem Diogo estão aqui comigo. Espero que vocês tenham tido um natal bem bom também! ^^

PS: na noite anterior eu fui pra casa de Zori e João, em Osaka, comemorar o natal numa ceia legal que eles fizeram. Foi bom rever o pessoal, mas umas pessoas foram embora mais cedo e, com exceção de Kuba (que é sempre muito divertido), a noite foi meio sem graça. Num acho que tenha valido à pena ter virado a noite (porque os trens param de circular no Japão após a meia-noite) pra estar lá. Mas a comida tava deliciosa e eu estava entre amigos na véspera de natal. Foi gostoso... ^^

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Voltei da Coréia e já fui chamada pra trabalhar uns dias, pra escolinha de inverno da Lilliput, antes do fim do ano. Foram 3 dias de muito aprendizado (com o professor Joe) e diversão!! Infelizmente não reencontrei (ainda) Sora, a menininha por quem me apaixonei quando dei aulas anteriormente. Mas criei laços mais íntimos com alguns dos novos estudantes (que já estavam vibrando por eu ir no dia seguinte dar aula pra eles).



Um desses alunos, um menino chamado Kagehiso, é uma criança especial (que ao meu ver não está sendo devidamente tratado pela dona da escola). Não sei exatamente qual é o problema dele, mas ele não consegue se manter focado em nada por muito tempo... começa a andar pela sala.. tapando os ouvidos e cantando consigo mesmo (baixinho)... e num mundo que parece bem mais interessante que esse nosso. No último dia percebi que ele tava tapando os ouvidos não pra deixar de ouvir o que estava sendo dito, mas pra se ouvir mais alto. Coloquei ele no colo... e tapei os ouvidos dele com as minhas mãos, enquanto ele cantava. Quando eu tirava as mãos ele ficava caladinho, quando eu tapava ele começava a cantar e rir. Depois ele fez o mesmo comigo: tapou meus ouvidos pra que eu cantasse (a mesma música que ele, claro). Ele adorou!

[Somos mesmo um mundo... cada um de nós...]

A novidade é que recebi uma proposta de contratação como professora!! Ahahahha... fiquei tão feliz!! Ela me quer lá dando aula todas as segundas-feiras e nos dias que o professor regular não puder ir trabalhar por alguma razão, como no começo de janeiro agora. Como eu tô fazendo meu mestrado, a última coisa que quero agora é um emprego que me prenda todos os dias da semana.. então esse caiu como uma luva. As crianças são adoráveis, é um trabalho super tranquilo de fazer e eles pagam bem. Me desejem sorte na nova empreitada!

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Ontem, por ser uma aula no meio da semana (na Lilliput das fotos), é um dia de aula normal e as crianças são bem pequenas com idades variando entre 3 e 6 anos). Ou seja, dá mais trabalho por elas serem mais barulhentas e inquietas, mas ao mesmo tempo o dia é mais livre. Explico: comecei às 10:30 dando uma aula de 50min e só fui dar outra aula às 15h, porque elas tem tempo pro lanche, pra ir ao banheiro, pra almoçar, assistir DVD com filme com inglês, brincar lá fora, pra tomar suco... ou seja... outras atividades que não exigem muito do professor a não ser manter a ordem e disciplina.

Uma das crianças me marcou muito, porque tivemos uma conexão bem forte desde quando nos conhecemos na porta da escola. O nome dela é Sora e é ela quem está de vestidinho rosa nas fotos, levantando pra responder uma pergunta. Ela tem 3 anos de idade e é a coisa mais linda desse mundo!! Super independente, carinhosa, esforçada, alto astral e com um olhar forte e familiar (pra mim). Durante o intervalo do suco ela veio correndo e abraçou as minhas pernas enquanto olhava pra cima pra falar comigo e dizer que gostou da minha blusa. Depois disso ficamos ambas balançando nosas "saias" prum lado e pro outro... ^^ Durante a sessão de DVD ela tava sentada perto da janela, quando me viu sentada do outro lado pegou a cadeira, atravessou a sala e sentou ao meu lado. Aos poucos foi encostando o bracinho, depois a cabeça... e quando vi ela tava sentando no meu colo e agarrando meus braços. Na hora dela ir embora eu falei: "Bye Sora...!" e ela veio correndo do portão pra fazer um High Five (bater com a palma da mão) e me deu um abraço bem forte!!! As pessoas não se abraçam aqui, então isso significou muito. Espero poder vê-la novamente... =)

Nesse dia eu dei um total de 3 aulas (lições), trabalhando das 10:30 às 18h (com intervalo pra almoço) e recebi 100 dólares + transporte.

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As aulas na escolinha aqui perto foram excelentes!! Os adultos adoraram e as crianças responderam bem às aulas. Como nessa escola elas só têm um professor, deve ter sido mais complicado ter alguém novo... Como cada aula era diferente, foi uma experiência muuuuuito interessante pra mim, porque pude dar aulas pra criancas de 2 anos de idade (que entram na sala acompanhadas das mães), pra criancas de 3/4 a 10 anos, pra crianças de 12 a 14 anos (que ficaram impressionadas com a minha idade e com a idade de Lucas) e pra adultos. Frank, o professor que substitui, foi passar uma semana na Tailândia e deixou tudo preparado pra mim, então foi mais fácil.

O desafio mesmo era na outra LilliPut (nome da escola), onde dei aula no sábado e nessa semana. Eu estava também substituindo alguns professores (lá é bem maior), mas não havia nada peparado pra mim. Ou seja, criatividade lá vou eu, né?? Cheguei mais cedo, andei pela escolinha, conversei com a dona e me inteirei do horário do dia. Antes da aula começar fiquei na sala de aula dando uma olhada no que eles tinham feito e no material de suporte (cartões com fotos e palavras/frases, jogos, atividades etc). Bolei umas idéias e as crianças respoderam super bem!! Nesse primeiro dia eu dei 3 aulas diferentes,além do tempo das atividades, almocei e lanchei com as crianças e brincamos juntos. Aprendemos sobre as profissões, verbos de ação, desenhamos, conversamos em inglês... foi muito legal!! E bem mais tranquilo do que eu pensei, pra o primeiro dia!

Na hora de ir embora duas das crianças (6 anos de idade cada) iam voltar pra casa sozinhas (coisa bastante comum por aqui) e estavam indo pra estação de trem, aí a dona da escola disse pra elas irem comigo pra ME mostrar o caminho!! Lá vão elas, andando... ladeira abaixo. Daqui a pouco... começam a correr... e eu gritando "me espera!!" Aí elas paravam, me esperavam e quando eu tava chegando perto de novo, elas corriam. Depois de umas duas vezes (a ladeira era enorme), disseram: "corre professora jana!". Pensei comigo (relevando minhas botas) "E por que não?"... e saí correndo!! Passei dos guris e disse: "Bye bye..." Aí elas "ahhhhhhhhh..." e sairam correndo atrás de mim!! Foi engraçado demais (tirando o fato que no dia seguinte eu não conseguia nem andar).

Pra quem tiver curiosidade sobre o quanto se paga, nesse dia eu trabalhei das 11 às 17h (com intervalo pro almoço) e recebi 85 dólares + transporte.

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Dias e mais dias de emails enviados, dinheiro gasto pra chegar até os locais, entrevistas, "nãos" recebidos... quando finalmente recebo uma ligação de uma escola me chamando pra trabalhar lá como professora de inglês. Bom, não exatamente. O convite foi pra eu trabalhar alguns dias substituindo os professores atuais, mas é um começo. É mais difícil encontrar uma vaga dessa nessa época do ano, pois todas as turmas estão fechadas há tempos. As aulas nas escolas começam no final de março/começo de abril, têm férias em julho e agosto (de verão), voltam no começo de setembro, têm uma pausa pro ano novo de umas duas semanas e recomeçam em janeiro, indo até fevereiro. Como eu quero ter umas experiências diferentes no Japão, aprender mais sobre educação e ensino, e ainda ganhar uma grana extra... resolvi tentar ser professora de inglês nas horas "vagas"! =)

Agora me imaginem aterrorizada de medo de dar as aulas pras crianças JAPONESAS. E olha que me dou muito bem com crianças, já dei aulas particulares em casa e trabalhei como professora assistente na UFPE.

Agora voltem pra Janayna aterrorizada. Puta merda!! Que medo do caralho!! E como eram turmas diferentes... em cada uma eu tinha uma coisa diferente pra fazer. Ai jesuis!! o.OO

O bom é que sempre tem um ponto de equilíbrio nos medos que sentimos e eu já sei que basta eu começar a fazer o que tô com medo de fazer, que ele vai embora. Não totalmente... mas vai esvaziando-se... aos poucos. Enfrentar os medos que tenho é o que aprendi a fazer. O ruim é que muita gente me acha desprovida desse sentimento, por eu não falar sobre isso nunca e demonstrar com pouca frequência, mas... gente... sinto um monte de medo de um monte de coisa o tempo todo!! A diferença talvez é que GOSTO de enfrentá-los. Passei muito tempo tentando me acostumar em enfrentá-los antes de começar a sentir prazer com a coisa toda, afinal de contas é desconfortável sair da zona de conforto e ir de encontro a algo que te apavora... mas é possível.

E quando você percebe que superou... a sensação é de alííííívio e orgulho, por ter se superado.

[continua no próximo capítulo]

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Ano passado, enquanto eu estava ainda morando em Wakayama, encontrei um grupo de japoneses tocando música irlandesa em frente à estação de trem. Lindaaaaa a apresentação deles!!



Dá pra ver muito esse tipo de coisa no centro das grandes cidades, como Kobe, Osaka e (segundo me disseram) Tokyo.

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[Brincando de tilt-shift... ^^]

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Tava faltando postar A APRESENTAÇÃO EM JAPONÊS, né?!?!? AHahhahaha...

Taí o mico gente! #-)



...ai ai... #-)

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Meu sogro constatou ontem que eu gosto de apimentar a vida e por isso mudo de endereço a cada 6 meses! Contem comigo: cheguei no Japão pra morar em Osaka em Abril de 2009, me mudei pra Wakayama em Setembro, depois me mudei pra Kobe em Março de 2010... e ontem, me mudei de novo!! O bom é que tô ficando craque já e empacoto tudo rapidinho! Mas não se procupem... a universidade tá ótima e não me mudei de cidade, nem de bairro, nem de dormitório.

Hein?!?!



Mudei de quarto!! =D

Meu quarto anterior ficava de frente pra uma Highway dos infernos e de esquina com um cruzamento. Aí já viu, né?!? Passa de tudo nessa rua, de caminhão de bombeiros, ambulâncias (que além da sirene, ainda falam pro povo sair da frente)... a motos extremamente barulhentas (¬¬) e gangues de motos que fazem questão de avisar à cidade inteira que estão passando... e pra completar tem uns caminhões que tocam uma sirene e falam (ALTO E EM BOM SOM) "estou virando a direita, cuidado! estou virando a direita, cuidado!". Se eu fosse um pouquinho mais envenenada, já tinha jogado uma bomba nesses caminhões. ¬¬

Ou seja... agora vou conseguir dormir sossegada. ^^

A merda é que no quarto novo não pega sol hora nenhuma do dia (ou seja, me fudi agora no inverno), mas em compensação é um quarto de casal enorme... com CAMA DE CASAL... uma boca de fogão elétrico... banheiro com mais espaço pra guardar as coisas... mesinha de madeira pra comer com duas cadeiras... geladeira grande... enfim... tudo de bom que o dormitório tem a oferecer (e que posso pagar, claro)!! E com certeza é bem melhor pra receber visitas!

Portanto, pra quem tinha meu endereço antigo... mudem o número do quarto pra 504!!!

PS: Eu achei que ficaria sem internet por um tempo, mas acabei de trocar e tá funcionando direitinho!! Como agora tô dividindo com mais 2 chineses, a NET vai ficar mais barata tb. YUPEEEEEEEEEEEE!!!! Só espero que num fique tão mais lenta...

PS2: preview da camonaaaaaaaaaaa.. =x

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Sabe quando você tá se mijando há um tempão e num acha UM banheiro por perto? Aí vai no prédio vizinho (já se contorcendo né) à procura procura daqueeeeeela moitinha?!?!

Advinha?

Encontrei minha moitinha hoje, fiz aqueeeeele xixi e senti um alííííívio!!! Ou seja, apresentei meu projeto de mestrado em japonês e foi um sucesso! Alguém perdeu a informação de que eu apresentei em japonês?!?! Mas nem se empolguem muito porque li a apresentação inteira (coisa, ridícula, de praxe por aqui). No final teve uma rodada de perguntas e os professores se interessaram bastante sobre o projeto, o que me deixou bem feliz.



Pra esse momento, que eles chamam "meio mestrado", eles organizaram uma exposição dos trabalhos dos estudantes na galeria da universidade. Os que têm projetos práticos exporam suas obras e tiveram 5min pra apresentar, os teóricos exporam cartazes e tiveram 10min pra apresentar. É uma forma bem interessante de mostrar o que os alunos do mestrado vêm desenvolvendo (apesar de só termos começado em março) e de uma valorização enorme. Pena que o feedback, já que esse é o momento pra isso, é tão pequeno e fraco.



PS: Quando fecharem as portas do inferno gelado que se instaurou e fizer um dia de sol por aqui, eu tiro umas fotos da universidade pra mostrar a vocês.

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No último sábado fui convidada por Eda a um festival próximo ao Castelo de Osaka (que jamais cheguei a visitar), pra conhecer uma amiga dela chamada Heather. Ela está morando a um ano no Japão, após passar um ano (em cada país) na China, Taiwan, Filipinas, Okinawa (uma ilha ao sul do Japão), Coréia do Sul e a caminho da Tailândia. Fiquei bem curiosa pra conhecê-la porque ela tem 4 filhos (dois adotados e dois biológicos) e como tô tentando encontrar uma forma de Luquinhas vir morar comigo, preciso conversar com essas pessoas.

Nos encontramos na Starbucks e fomos pro festival (pasmem!) Gospel!!! Ela é esposa do Diretor geral que, juntamente com pastores de igrejas católicas aqui do Japão, é o responsável pela organização geral do evento. A casa de show é gigantesca e é de fato um SHOW!! Cantores (japoneses e americanos) e artistas famosos convidados, luzes, muito barulho... e um clima tranquilo, apesar do fuzuê. It's not my thing AT ALL.. mas aproveitei pra curtir o momento!! Dancei que só com Eda e fiquei karaoekizando as músicas que apareciam nos telões. Uma experiência e tanto!


Conversei com Heather e ela me disse que HOME SCHOOL os filhos na própria casa, seguindo os livros e aulas que o governo americano oferece com tudo explicadinho (incluso plano de aula que ela só precisa seguir). Ela disse que dá trabalho, mas é super tranquilo. Claro que ela só faz isso na vida também, né?? Fiquei me perguntando se o governo brasileiro me permite fazer o mesmo. Porque se sim... acho que daria pra trazer Luquinahs pra cá em um ano. Assim nos mudaríamos juntos pra onde quer que eu vá fazer meu doutorado.

Mas confesso... um dos melhores momentos do dia foi quando fiquei com Noah (a filha mais nova de Heather, de 7 meses) nos braços. A sensação de ter um bebê no colo, dormindo ainda (eles sempre parecem anjos quando estão dormindo), me lembrou o quanto gosto de bebês. Tenho certeza que eu trabalharia muito bem com eles e, de quebra, teria um prazer incrível!!

Nesse dia conhecemos Peter, um canadense esquisito metido a gostoso, e fomos todos pra uma festa de aniversário no dormitório de Minami-Senri (em Osaka). Revi um monte de gente, dancei, conversei (um moooooooonte) e me diverti horrores com as pessoas. Só o fato de estar lá novamente já me deixou feliz!! =D


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Sabe aquele dia calmo e sereno que acaba de um jeito surpreendente?? Foi o que aconteceu quando me dei tempo pra caminhar pela cidade, antes de encontrar Tatsuro (meu amigo japonês). Conheci Pollyana, uma brasileira que trabalha no Centro de Informações Turísticas, que tava junto com um francês (esse loiro aí da foto) que foi pedir informação e acabou arranjando uma guia. E num é que me juntei à tropa de desconhecidos-que-acabaram-de-se-conhecer!?!? Nada como abrir um espaço pro extraordinário acontecer...

Fomos pro alto do prédio da prefeitura pra ver Kobe (a cidade que moro) de cima, depois passamos por China Town e fomos caminhando até Harbor Land (a área portuária daqui, que é meu cantinho especial). Depois Tatsuro se juntou ao grupo, Polly teve que ir embora... e sobramos nós três: um francês, uma brasileira e um japonês. Conversamos muuuuito... durante o jantar no Brasiliano. O clima tava uma delícia, o céu aberto... e uma oportunidade fascinante de simplesmente estarmos juntos.

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Queria dedicar um espaço por aqui pra falar sobre o processo de seleção da Universidade de Design de Kobe (KDU). Recebi uma carta dizendo que teria que estar na universidade no dia X, na hora X, portando meus documentos e meu portfolio impresso ou o material em um computador. Infelizmente maiores explicações não nos foram dadas em inglês. Chegando lá, assinamos um seguro de que qualquer material deixado na universidade estaria intacto nos dias seguintes e seria devidamente devolvido ao dono, pegamos nosso número de candidatura e partimos pra uma sala ampla. Nessa sala haviam várias mesas, cada uma com painéis atrás e o número do candidato. Pra quê?? Expormos nosso trabalho. Apenas expor, pra que cada professor pudesse analisar o material e dar nota.

No segundo dia, marcaram nossas entrevistas. Detalhe: avisaram que a entrevista seria em japonês. Fui mesmo assim. Meia hora pra cada candidato. Mesma sala ampla. Diferença?? Dessa vez ela estava lotada de professores (acho que todos os professores da universidade, ou quase). Trabalhos de um lado, professores do outro (sentados em meia lua) e no meio, uma cadeira vazia com uma mesinha em frente. Ou seja, no meio... você, ali.. exposto a tudo e a todos (ou expondo). Primeiro eles pedem que você se apresente (de acordo com a etiqueta japonesa, claro) e depois começam as perguntas, que por sinal surgem de todos os lados. Apesar de entender um pouco de japonês (que não é apenas o básico que se usa nas ruas pra perguntar quanto custa um pão ou onde fica a estação X), eu falo muito pouco. Motivo?? Parei de praticar enquanto fazia a minha pesquisa, porque era tudo em inglês e eu não sabia se ficaria no Japão mesmo (não que eu tenha qualquer certeza hoje, mas é mais provável ao menos). Pedi então pra responder em inglês e, aos poucos, eles foram me perguntando em inglês também. Que por sinal foi um grande alívio: agora sei que eles sabem falar inglês (tô menos ferrada).

As perguntas foram as mais diversas possíveis: "Por que você escolheu a Universidade de Design de Kobe?" "Como foi seu curso de graduação no Brasil?" "Fale sobre seu projeto de pesquisa." "O que você pretende fazer depois que terminar o mestrado?" "Por favor, apresente-nos alguns de seus trabalhos, falando um pouco sobre cada um deles." Enquanto eu apresentei eles fizeram várias perguntas sobre cada projeto. No final, meu professor me perguntou: você tem alguma pergunta pra fazer pra gente? (adorei isso, mas confesso que não estava preparada). Falei: "O que vocês esperam dos seus alunos?? Que eles criem novas formas de pensar e de solucionar problemas, ou que sigam uma linha mais rígida?? (algo assim). Ficaram com a primeira opção.. thank God! =)

Pela primeira vez vi professores leves, descontraídos, sorrindo... não sei se maquiavelicamente por estarem se deliciando com nossa angústia. Mas... não faz muita diferença; gostei de vê-los assim. Saí de lá com um sorriso enorme no rosto e com a sensação de dever cumprido. Fiz TUDO o que pude, dei o melhor de mim... agora era com eles. Passar ou não passar se tornou um mero detalhe diante da certeza de que encontraria meu canto, meu rumo... e que fiz o que antes me seria impossível.

O resultado saiu 5 depois depois: aprovada.

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Oi gente!! Desculpa pelo sumiço nos últimos meses, mas tem momentos em que o mundo lhe rouba de você mesmo (e consequentemente dos outros), assim como momentos em que você precisa se conectar a si e em si mesmo. Ambos são momentos de silêncio e entrega em que não sobra muito tempo pra diários, blogs ou registros mais profundos sobre os caminhos por onde se passa. Tentei ao menos manter o youtube e o flickr atualizados com vídeos e fotografias. Assim ao menos uma parte de mim estaria dizendo "tá tudo bem..". Mas a verdade é..

...tô feliz PRA CARAMBA!! Longe dos meus dois amores (Luquinahs e Diogo), amigos, família e do país que vivi quase minha vida toda (dependência cultural é FODA), mas tô muito feliz!! Depois de finalizar e ser aprovada na minha fase de pesquisa na Universidade de Wakayama, resolvi partir pra outras terras. Apliquei pra Universidade de Design de Kobe, fiz o processo de seleção (bem interessante por sinal), passei... e cá estou.

Tive que passar por um outro processo de seleção, pra poder morar onde estou morando (no dormitório internacional da cidade de Kobe). Ou seja, finalmente as coisas estão se ajeitando. Tava bom de desgraça e problemas, né?? Me mudei sexta passada. Minha bagagem chegou no dia seguinte (o serviço dos correios daqui é fantástico! Aliás, serviços em geral.) O quarto de não-faço-idéia metros quadrados, com um banheiro e uma pia de cozinha me custará 280 dolares por mês. Mas é o melhor quarto que já tive até agora e a vista é simplesmente linda!! Tô no quinto andar de uma área que já é bem alta... aí dá pra ver a cidade de cima.. e o mar l
ááááááááááá longe. A cozinha é coletiva (uma em cada andar), tem elevador no prédio e uma salinha com máquina de lavar e secar (1 dolar cada uso). Vou tirar umas fotos e publicar pra vocês verem!

... que comece essa nova etapa!!

Saravá! =)

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Nesse exato momento meu presente de natal tá atravessando o Brasil a caminho do Japão!! Ele vai passar por Nova Yorque, depois Tokyo pra chegar em Osaka, amanhã, às 17:55!!!!! Espero que a nevasca em NY não atrapalhe a decolagem do avião pra Tokyo, mas que esteja nevando pra ele ver neve!! E que ele faça uma boa viagem.. e que o povo assista ele direitinho durante o vôo.. e que eu consiga dormir um pouco (pelo menos) essa noite...

Hoje foi o dia de muitas coisas. Dia de ir pra casa de Adrianna em Osaka ajeitar tudo pra receber meu presente lindo e safado.Dia de missa de sétimo dia de Tia Quitéria. Dia de ver chuva congelada pela primeira vez (uma mistura de neve, com um granizo leve). Dia de chorar por sentir o peso de ter separado fisicamente 3 pessoas com a decisão de vir pro Japão. Dia de aniversário do meu amor. Dia de Luquinhas embarcar. Dia de saber que pipo vai ser contratado no emprego dele. Dia de saber que Jozie tirou 10,0 na monografia. Dia de rir com as besteiras da família Miranda. Dia de não conseguir dormir. Dia de agradecer chorando à minha mãe. Dia de comprar Yakult e fazer comida gostosa. Hoje foi o dia. O dia de muitas coisas.

PS: imagine amanhã...

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Uma hora eu ia ter que mostrar, né??? =D

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Como tava todo mundo esfomeado... decidimos almoçar/jantar (já era bem umas 5h da tarde). Primeiro restaurante, especializado em comida japonesa: fechado. Só ia reabrir pro jantar às 18h. Segundo restaurante, especializado em comida italiana: aberto!! Uepa!! Sentamos. Lá vem a garçonete com o menu... a primeira coisa que eu olho é o preço, claro. Vou logo vendo as opções mais baratas (que na verdade nem existiam, ao menos não naquele menu). A comida era o mesmo valor do dinheiro que ganhei animando a festa, rapaiz... cê é doido?!?? Trabalho do cão animar os gurizin lá... 7h do meu dia tomados... e eu ia colocar num prato de comida?? ¬¬

Pois Tatsuro, magicamente, num disse que eu era convidada e por isso não pagaria por nada?? Owwww rapaiz... eu nem queria!! Deixei ele escolher, né?? Já que era ele quem tava pagando. Pois num é que eu me senti num daqueles restaurantes franceses em que se passa meia hora só pra descobrir que garfo usar no quê?? Catei as aulas de etiqueta e ergui-me na cadeira (beeeeesta toda) pra receber a sopinha de milho (DELICIOSAAAAAA!) que chegou... depois vieram os pãezinhos... aí depois veio um cone no meio do prato que tava todo enfeitado com linhas de azeite e um troço verde. Sabe aquelas comidas de passarinho de resuarante xique, né?? Pois.. igualzinho. Quando eu acabava de comer um prato o caba que tava só de olho em mim (que tô ligada) trazia o próximo prato. Lá veio a salada com molho de num sei o quê. Depois o prato principal... e mais pãozinho!! Depois uma bola de sorvete de nozes no meio do prato com uma barrinha de chocolate enfiada em cima... e um chazinho preto (maravilhoso!). E mais pãozinho!!! Rapaiz... e eu achando que essas comidas de passarinho num enchiam...

21:05 Tatsuro fala: "vamo ver PUBLIC ENEMIES??". Eu nunca tinha ouvido falar de tal filme... e perguntei:

- an?? Que filme é esse??
- Com Johnny Depp..

Num precisou dizer mais nada!!

- "BORA!!" Mas... quando é a sessão?
- Daqui a 15min!
- Runnnnn forest... runnnnnnn...

Carro pra quê te quero!!! Chegamos no shopping às 21:19 em ponto!! Ai os dois: xixi!!! Lá fomos correndo pro banheiro. Aí o que se segue, né?? Aquela mijadinha rápida... e priu. É minha primeira "sala normal" de cinema. É bem confortável.. e tem cobertor disponível caso alguém queira se aquecer. O filme é massa!! Não pela estória em si que é somente uma reprodução dos últimos momentos de Baby Face e John Dillinger (mafiosos americanos da década de 20), mas pela atuação dos atores principais. E ver Johnny D sem muita maquiagem na cara (sem estar muito caricaturizado), finalmente, me permitiu ver de fato a atuação dele em expressões faciais. E percebi uma coisa sobre o ator: ele quase não sorri. E quando o faz, é um sorriso fechado, sem abrir a boca... E, de certa forma, esse foi um erro na escolha do ator pro filme porque o que fez personagem dele ser tão famoso (além dos incríveis assaltos a bancos), John Dillinger, foi o seu carisma e sorriso largo. Mas pra quem gosta de um bom filme de máfia, vale a pensa assistir!!

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Ontem fui ao banco com Tatsuro, um amigo meu japonês, pra abrir uma conta e tentar fazer um cartão de crédito daqui do Japão pra qualquer emergência e pra facilitar a compra de passagens aéreas também (entre outras coisas). A conta que eu tenho atualmente é dos correios (por onde recebemos a bolsa). O problema é que os caixas eletrônicos não funcionam em feriados, nem entre 21h e 8h da manhã (se não me engano). Aí lasca, né?? Ficou sem dinheiro em feriado, lascou-se.

Chegamos ao banco a mulezinha disse que eu precisaria preencher o formulário em japonês e que Tatsuro não poderia preencher por mim. Lá fui ele desenhar cada kanji em separado e eu copiar cuidadosamente pra não cometer nenhum erro. Uns 20min depois eu termino e entrego. Aí a mulezinha manda eu assinar, mas detalhe... ela disse rúbrica!! Como eu inventei uma rúbrica pra minha conta dos correios, pensei: ok.. faço igual e tá massa! Treinei num papelzinho... Tudo certo!!

Na hora que vou assinar Tatsuro fala comigo e eu erro a rúbrica. Eis que a mulezinha fala:
- tudo certo?
- ahn ahn... (cuma cara bem feia)
- o que foi?? errou??
- errei.

Putz. Lá vou eu ter que preencher o formulário de novo!!! Eu ri tanto no mundo depois que errei. Ainda tentei tirar uma foto da rúbrica errada pra num esquecer a cara da bichinha... peguei caneta e papel e treinei, tentando fazer igual de novo... mas quem disse?? Num saía um traço igual. E eu rindo.. e Tatsuro rindo... e a mulher com pena de mim. Resultado: lá vem ela com um outro formulário na mão. Terminou tudo assinei certo.. e finalizamos o banco (que demorou como uma porra, mas enfim).

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A pessoa quando tá precisando de dinheiro faz umas coisas que até Deus duvida, viu?!?!? Se bem que eu queria ter a experiência, então valeria mesmo que fosse de graça. Segunda à noite, lá fomos eu, Dani e Victor (Filipino) pra casa de uma professora de inglês japonesa que tava dando uma festa de natal pros alunos.

Primeiro jantamos na casa dela (eu ainda me impressiono com o tamanho minúsculo dos apartamentos japoneses em que uma família com 3/4 pessoas moram), depois treinamos os passinhos da dança (claro) pra tentar não errar lá na hora de dançar "Twelve Days of Christmas" e fomos direto pro salão de festa deixar tudo prontinho. Aos poucos os meninos foram chegando e sendo recepcionados com muito sorriso e tiração de onda (da minha parte). As atividades foram se seguindo.. cantamos outras musiquinhas, tiramos fotos, apresentamos o Brasil, brincamos de amigo secreto (totamente adaptado já que aqui no Japão é falta de educação abrir o presente na frente da pessoa que deu; eles abrem quando estiverem sozinhos em casa, a não ser que quem deu o presente peça pra abrir na hora mesmo).. e depois ficamos papeando com os mais velhos. Foi massa!!



Uma coisa interessante das "festas" (pq pra mim num é festa nem de perto!) japonesas é que elas duram normalmente 2h (geralmente das 19h as 21h) e acabam MESMOOOOOO. Elas sempre começam com um brinde coletivo, chamado "CAMPAI!!" e só começam a comer depois que todos preparam o prato e após dizer "Itadakimasu" (bom apetite). Quando dá a hora de terminar eles começam a ajeitar o local (todos ajudam), recolhendo lixo, colocando cadeira de volta no lugar, limpando...

Final da noite lá fomos nós de volta pra casa da professora e conhecemos o filho e o marido dela. Cada um faz um esporte diferente!! E tá pensando que é coisa pra terceira idade é?? Pois. Ela pratica mergulho, o filho pratica ciclismo e o marido dela (que deve ter uns 60 anos) pratica asa delta!! Ahahahha... mostrou um vídeo e tudo dele voando e posando o bicho. Ficamos conversando um tempão... ouvindo as estóias engraçadíssimas que ele contou. Como tava bem tarde já ela foi nos dar carona: deixou Victor na universidade (pq a bicicleta dele tava lá), deixou Dani na porta de casa e me deixou na estação de trem principal (Nankai) pq minha bicicleta tava lá. Na hora de me despedir:

- Jana san, qual é a sua bicicleta??
- Essa aqui sensei, pq?
- Aahhh...deixa eu ver.. venha aqui.

Fui né?

Ao que o filho dela aperta um pitôco no carro, o banco de traz se dobra todo.. ele empurra pro lado... pega minha bicicleta e coloca dentro!! Assim, tipo em.. 10 segundos. o.OO

- Sensei... num precisa não!!
- Precisa... precisa... é perigoso uma moça andar na rua sozinha de bicicleta a essa hora.
- Perigoso pq?? (afinal tô no Japão)
- Pode acontecer alguma coisa.

Já no carro...

- Que tipo de coisa sensei? Aparece alguma coisa nos jornais??
- Aahhh... alguém pode se aproximar de você e lhe dizer algo estranho.

Mai teco. Do jeito que tô matando cachorro a grito aqui tá mais fácil eu dizer alguma coisa estranha no ouvido do tarado!! AHAHahhahaha.. E sinceramente?? Do jeito que sou afetada, acho que quem iria presa era eu se um caba desse chegasse perto de mim aqui. Ai ai... eles num sabem o que é perigo...

FOTOS AQUI!!

Leia mais um teco...