Sempre quis sair do Brasil. Provavelmente desde que voltei, aos 8 anos de idade após a separação dos meus pais nos EUA, já que nunca me senti parte da bagunça que o Brasil se tornou (ou sempre foi, desde que os portugueses chegaram por aqui e transformaram o país na budega da esquina). Mas voltando um pouco no tempo... existe algo de diferente (ou existiu em mim), entre a idade de 4 a 8 anos. Antes de me mudar pro Japão, encontrei cartas de recomendação feitas pelos meus professores americanos (abaixo) quando eu tinha essa idade e é impressionante o quanto se assemelha a quem sou hoje.

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Depois de passada a surpresa, veio a preocupação "Será que não mudei nada?!?"... e comecei a filosofar sobre o quanto de fato mudamos. "Somos o que fazemos pra mudar o que somos", disse Galeano. Mas o que somos, se não o que estamos fazendo pra mudar? O que somos quando estamos distraídos? Quem somos mesmo... lá no meio do umbigo??

Encontrei nessa garotinha, de 8 anos de idade chamada Janayna Velozo, o prazer de ser o que se é... de ser quem sou. Garotinha que me ensinou a perdoar as quedas na caminhada, que me ensinou que existem pedras em que posso (e vou) me machucar, mas que também existe um limite chamado chão, que me ajudará a me levantar. E ai de mim se achar que sou a única a caminhar. Ai de mim de querer ser a primeira a chegar. Ai de não saber que o importante é caminhar... e lembrar, que "toda vez que dou um pulo, o mundo sai do lugar." [Siba]

Comments (2)

On December 27, 2010 at 4:50 AM , Rafael Efrem said...

18 anos depois da última carta, rafael ligando pra janayna pra tirar dúvida do corel e do photoshop hehehehehe

 
On December 27, 2010 at 12:35 PM , Saulo Dourado said...

Essa eh a estoria de que somos apenas criancas grandes ;) ou criancas de personalidade grande que cresceram