Dedicado a Mauro Alex

O estado bruto da matéria vai recebendo as pancadas da sobrevivência, vai tendo suas quinas lascadas pelo enfrentamento, vai vendo suas beiras arranhadas pelos riscos, suas retas arrancadas pelo desprendimento...suas curvas abauladas, sua cor desbotada.

Caminha por entre desconhecidas paisagens, de verbos incompreendidos, máquinas sem vida, solidão esquecida... caminha na velocidade única do trem que já partiu, na ansiedade permanente da estação que se aproxima, na saudade dos pedaços deixados na noite de ontem... nos espaços esquecidos de si mesmo, guardados pra próxima alvorada...

Ultrapassa as imensas labaredas de história viva a queimar-lhe o cristalino... resiste ao vento frio de pluralidade cultural a ferir-lhe os pré conceitos... abandona suas antigas cascas de conformidade e engano... sobrevive às mentiras disfarçadas de verdade, aos planos tracejados de sonho, à própria sorte...

... porque um dia, até mesmo os mais belos estados brutos da matéria, precisam ser lapidados.

meninaJANA
24.01.07

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Semana passada trabalhei 3 dias na Lilliput e advinha quem eu encontrei no trem a caminho da escolinha?!?! Sora!!! A menininha que sentou no meu colo que eu tanto queria rever... viemos juntas no trem e pegamos o mesmo ônibus. Achei que ela não me reconheceria, mas dois segundos depois de me ver ela e a irmã disseram: "Jana teacher!!!" numa felicidade só!

O interessante é que a cada dia que passa, fica mais fácil lidar com as crianças porque elas criaram um laço comigo que permite brincadeiras, mais intimidade, um senso de amizade e respeito... e uma noção, da parte delas, que estou ali pra ajudar. E mais interessante ainda foi um dos alunos chegar pertinho de mim e dizer:
- Jana teacher is soooo good!!
- I am??
- YES!!!
- Thank you!

E ele ficou repetindo "Jana teacher is so good!!", "Jana teacher is so good!!"... e no final dizia "Why?". Ahahahha...

Sora e Aoi têm disputado o meu colo na hora de assistir DVD, então resolvi ficar com uma em cada perna. Mas algumas das outras meninas chegam perto bem devagarzinho... e perguntam por que elas estão no meu colo. Tudo pra poder dizer que também querem um pouquinho. Eheheh.. é tão bonitinho.

Segunda começo pra valer!! =)

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"O porta-voz do presidente da república, Coronel Ruben Ludwig, disse ontem que para combater a corrupção "são necessárias provas e elas nem sempre são fáceis de obter, porque corrupto burro morre logo ou é preso."

E eis que... ainda na época dos coronéis no poder do Brasil... nasci eu! Devo ter inspirado os políticos a ficarem mais espertos! Ahahaha... =D

Quer ter acesso ao Jornal do Brasil inteiro desse dia?? Ou descobrir o que estava acontecendo no dia em que você nasceu?? É só colocar a data AQUI!

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“Find a guy who calls you beautiful instead of hot, who calls you back when you hang up on him, who will lie under the stars and listen to your heartbeat, or will stay awake just to watch you sleep... wait for the boy who kisses your forehead, who wants to show you off to the world when you are in sweats, who holds your hand in front of his friends, who thinks you're just as pretty without makeup on. One who is constantly reminding you of how much he cares and how lucky his is to have you.... The one who turns to his friends and says, 'that's her.”


(don't know the author)

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Oi gente!! Pois é... adoeci um dia antes do ano novo. Antes que vocês se preocupem, tô melhorando já... apesar de ainda estar tomando remédios pra febre e dor (no corpo todo, ô coisa pra incomodar!). Não sei pq fiquei doente assim de repente, mas como tinham várias crianças na escola gripadas e tossindo... acredito ter pego o vírus de uma delas (ou pelo mundo mesmo). O fato é que esse foi o meu primeiro ano novo encamada... mas foi bom porque eu já num tava querendo sair pra comemorar de todo jeito. E nada melhor do que adoecer em feriado!! =D

(Foto by Jana, tirada em Osaka)

Pros que tão passando por aqui...

...FELIZ ANO NOVO!!!

Pros que ainda não receberam meus cartões de natal... aguardem... um dia os correios entregam (se Deus quiser!)!! Enviei boa parte deles da Coréia (porque queria que fosse com os selos coreanos), mas alguns ainda serão escritos e enviados. Considerem estes como um cartão de ano novo, combinado?? Quer dizer, enviados no ano novo... ammm... no decorrer do ano novo!! =p

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Aqui no Japão o natal é celebrado pelos namorados, fora de suas casas e beeeeemmm longe das suas famílias. Os motéis lotam (tô tão curiosa pra saber como é um motel japonês!! Chega logo amor!) e os restaurantes também. E eu descobri isso da pior forma: esperando numa fila de restaurante. Acredito já lhes ter apresentado Ahmad, meu amigo libanês que mora em Nara. Ele veio a Kobe com mais 2 amigos pra passarmos o dia de natal juntos, apesar de nenhum deles acreditar em natal, afinal de contas são muçulmanos. Tinha uma japonesa no bolo também, que também não acredita em natal. Os japoneses se dizem budistas e xintoistas, mas não praticam no dia-a-dia. Eles só participam dos festivais (que se iniciam nos templos) que acontecem no verão e da virada do ano, onde a população toda vai pras filas nos templos. Tudo pra tocar um sino, fazer um desejo e se purificar pro ano que chega. Mas quem sou eu pra falar... afinal de contas não tenho religião nenhuma e quero casar na igreja, além de comemorar o natal. Sem contar que o natal começou com o nascimento de Cristo num manjedouro e terminou com papai noel na neve vestido de vermelho da coca-cola. Cada um que se vire pra dar significado a essa joça!


Pra mim, o natal é época de reunir a família e celebrar a vida... assim como reunir os amigos (pra quem tá longe da família como nós, com exceção da japonesinha). Sei que fomos caminhando pelas ruas do centro de Kobe, passando por China Town e terminando no meu lugar preferido: Harbor Land. Tentamos um restaurante indiano no começo, mas quando vi o precinho básico de 80 dólares por um prato de comida, falei: "Num sei vocês, mas eu só tenho dinheiro pro suquinho de laranja!" Até que decidimos mudar de restaurante, porque ninguém tinha aquele dinheiro pra gastar num jantar. O problema é que os restaurantes japoneses, no natal, não disponibilizam o cardápio normal (apenas o especial de natal)...aí metem a faca no pescoço do povo!!

Depois de um tempo achamos um restaurante legal, coreano (a-ha!), que tinha fila de espera. Resultado?? Um hora na fila pra sentar e comer. O bom disso é que quando você finalmente entra, tá com tanta fome que qualquer bagulho serve! A galera pediu um prato esquisito lá e eu pedi outro: uma sopa de galinha que cozinha os vegetais na sua frente (como vocês podem ver na foto). Eita galinha gostosa da muléstia!! Eles dão essa tesoura de cozinha pra você cortar a galinha e colocar no pratinho (cês num acham que eu tomei a sopa nessa bacia, né??!). Sem falar que o preço estava acessível pros pobres mortais pobres. Qualquer dia desses vou lá repetir a dose! =)

A noite foi maravilhosa!!! Ahmad é meu melhor amigo aqui no Japão e uma das pessoas que eu sei que posso contar No Matter What. Estar com ele nesse dia foi super importante pra mim, já que Luquinhas nem Diogo estão aqui comigo. Espero que vocês tenham tido um natal bem bom também! ^^

PS: na noite anterior eu fui pra casa de Zori e João, em Osaka, comemorar o natal numa ceia legal que eles fizeram. Foi bom rever o pessoal, mas umas pessoas foram embora mais cedo e, com exceção de Kuba (que é sempre muito divertido), a noite foi meio sem graça. Num acho que tenha valido à pena ter virado a noite (porque os trens param de circular no Japão após a meia-noite) pra estar lá. Mas a comida tava deliciosa e eu estava entre amigos na véspera de natal. Foi gostoso... ^^

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Voltei da Coréia e já fui chamada pra trabalhar uns dias, pra escolinha de inverno da Lilliput, antes do fim do ano. Foram 3 dias de muito aprendizado (com o professor Joe) e diversão!! Infelizmente não reencontrei (ainda) Sora, a menininha por quem me apaixonei quando dei aulas anteriormente. Mas criei laços mais íntimos com alguns dos novos estudantes (que já estavam vibrando por eu ir no dia seguinte dar aula pra eles).



Um desses alunos, um menino chamado Kagehiso, é uma criança especial (que ao meu ver não está sendo devidamente tratado pela dona da escola). Não sei exatamente qual é o problema dele, mas ele não consegue se manter focado em nada por muito tempo... começa a andar pela sala.. tapando os ouvidos e cantando consigo mesmo (baixinho)... e num mundo que parece bem mais interessante que esse nosso. No último dia percebi que ele tava tapando os ouvidos não pra deixar de ouvir o que estava sendo dito, mas pra se ouvir mais alto. Coloquei ele no colo... e tapei os ouvidos dele com as minhas mãos, enquanto ele cantava. Quando eu tirava as mãos ele ficava caladinho, quando eu tapava ele começava a cantar e rir. Depois ele fez o mesmo comigo: tapou meus ouvidos pra que eu cantasse (a mesma música que ele, claro). Ele adorou!

[Somos mesmo um mundo... cada um de nós...]

A novidade é que recebi uma proposta de contratação como professora!! Ahahahha... fiquei tão feliz!! Ela me quer lá dando aula todas as segundas-feiras e nos dias que o professor regular não puder ir trabalhar por alguma razão, como no começo de janeiro agora. Como eu tô fazendo meu mestrado, a última coisa que quero agora é um emprego que me prenda todos os dias da semana.. então esse caiu como uma luva. As crianças são adoráveis, é um trabalho super tranquilo de fazer e eles pagam bem. Me desejem sorte na nova empreitada!

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Antes que vocês achem que tô com a bola toda gastando o dinheiro da minha bolsa de estudos em viagens pelo mundo!! Bom, fui participar do SIGGRAPH Asia 2010, como estudante voluntária. O evento me foi sugerido pelo meu primeiro professor de computação (quando eu tinha 6 anos de idade), Paul Hertz, um grande amigo que trabalha atualmente com arte e tecnologia em Chicago. Obrigada Paul!!

Como eles têm uma galera enorme voluntária, nos colocam pra fazer atividades diferenciadas durante os 4 dias de evento. E, dependendo da quantidade de horas que você escolheu trabalhar, sobra bastante tempo pra participar das atividades e prestigiar o evento. O próximo vai acontecer em Vancouver e eles estão abertos a submissões de trabalhos, portanto.. mãos à obra aos interessados!! Pros que quiserem tentar ser voluntários, saber inglês é necessário e quem for selecionado tem 100% de desconto no evento, além de algumas outras possibilidades (como hospedagem, alimentação e ajuda na compra da passagem aérea) dependendo da quantidade de horas que vocês estiverem dispostos a trabalhar.


Participei de apresentações fantásticas, como a do professor Aaron Marcus, que falou sobre Cross-Cultural Interfaces e a do grupo que apresentou soluções em simulação de multidões e comportamento de grupos de pessoas. O festival de animação em si foi fantástico!!! Aqui estão os links pros trailers de algumas das melhores animações que assisti:

LOOM

The Gruffalo
A Lost and Found Box of Human Sensation
CHILDREN, de Takuya Okada (não achei o trailer)

Peguei também algumas informações sobre empregos pros meus amigos animadores, ilustradores e modeladores... conheci pessoas fascinantes... e, de brinde, ganhei uns (muitos) presentes por estar na lista dos melhores estudantes voluntários (segundo os Team Leaders). Pense que voltei pesada pro Japão! ¬¬

Valeu... 


... e valeu muito!!! Digo logo que tô de olho em Vancouver!! =D

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[Aviso: este não é um post feliz.]















[Na foto acima, que não é de minha autoria, vocês podem ver Panmunjom e a linha de concreto que divide os dois países, com soldados da Coréia do Norte à frente e da Coréia do Sul ao fundo.]

Começando pelo começo... DMZ, que significa Zona Desmilitarizada, é uma área pré-determinada onde é proibida qualquer atividade militar. A DMZ da Coréia tem 238 km de comprimento e 4km de largura (sendo 2km pro norte da fronteira e 2km pro sul), e é atualmente a única DMZ existente no mundo. A guerra da Coréia durou cerca de 3 anos, matou mais de 3 milhões de pessoas e dividiu o país no Norte comunista (influenciado pela ex-União Soviética) e no Sul capitalista (influenciado pelos EUA).

O "passeio" ao DMZ foi marcado por sensações tão fortes que me mantive calada a maior parte do tempo. Um silêncio de respeito ao lugar, a quem o guarda, aos que já morreram ali... à esperança de um dia esse lugar não mais existir. Um silêncio de assombro, de espanto, imensidão... e de entendimento pela história do conflito por trás da fronteira mais armada do mundo. O guia explicou muita coisa sobre a Coréia do Norte, seus ataques à Coréia do Sul e tentativas de invasão (foram descobertos mais de 4 túneis em direção a Seoul, desde que o DMZ foi delimitado) e a impressão que se tem é que ele tá mentindo ou exagerando, por ser Sul-Coreano. Mais tarde descobri que é muito pior do que ele estava relatando.


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Apesar da Coréia do Norte declarar oficialmente ser uma república socialista, encontra-se de fato sob o governo ditatorial stalinista e comunista da família Kim. Após a morte do fundador da Coréia do Norte Kim II-Song, que foi declarado o eterno presidente do país, quem governa é o chefe de estado Kim Jon-Il.

As prisões existentes no país são palco de torturas e tratamento desumano (muitos morrem de fome), estupros, abortos forçados, experimentações médicas, assassinato e a execução de prisioneiros (e crianças, espancadas nas prisões) que tentam fugir do país. Em caso de tentativa de fuga, não apenas o indivíduo é preso (e condenado à prisão perpétua), como também seus pais, filhos, irmãos e (em alguns casos) avós. Os Campos de Concentração (sim, eles existem na Coréia do Norte) possuem aproximadamente 200mil prisioneiros (políticos, em prisão perpétua, e os de sentença longa, que raramente são libertados). Os prisioneiros são obrigados ao trabalho escravo em minas e na agricultura, sendo espancados ou torturados em caso de lentidão ou desobediência. Caso roubem comida ou tentem fugir, são sumariamente e publicamente executados. As crianças nascidas nos campos, permanecem nos campos e são obrigadas a trabalhar após a escola (onde aprendem a ler, escrever e trabalhar) até as 9 da noite, podendo visitar os pais uma ou duas vezes por ano, caso sejam excelentes no trabalho. Existe uma classe na Coréia do Norte, chamada "classe-hostil", composta por parentes das famílias que de alguma forma ajudaram a Coréia do Sul durante a guerra da Coréia; estes, estão condenados a punições (prisão) por 3 gerações.

Algumas organizações de luta pelos direitos humanos, como a Anistia Internacional, acusam a Coréia do Norte de ter um dos mais terríveis direitos humanos do mundo e dizem que os norte-coreanos são um dos povos mais brutalizados do mundo. Os norte-noreanos não possuem a liberdade de expressão; os que forem pegos falando mal do governo são aprisionados, assim como adultos com disabilidades. Crianças nascidas com qualquer deformidade são executadas e as que nascem com problemas mentais, como autismo, são perseguidas. Uma porcentagem das meninas (a partir dos 14 anos) são enviadas pelo governo pra trabalharem como prostitutas e casarem-se com soldados aos 25 anos de idade. Os cristãos são perseguidos oficialmente (a bíbila é estritamente proibida) e enviados aos campos de concentração. Existem alguns canais de rádio, jornais e dois canais de televisão (controlados pelo governo), nenhuma internet (apenas intranet), e as pessoas que tentam receber canais internacionais são punidas pelo código draconiano. As execuções de desertores ou condenados, acontecem em estádios e praças públicas.

Os cidadões mais leais, saudáveis e politicamente confiáveis moram na capital, Pyongyang. Os demais são expatriados da cidade e vivem em outros locais do país. Os norte-coreanos são todos obrigados a servir o exército, a partir dos 15 anos de idade, sob pena de prisão. As mulheres servem por 7 anos e os homens por, pelo menos, 10 anos. Apenas os políticos condecorados possuem o direito de ter um veículo e acesso a combustível; a população utiliza a bicicleta como meio de transporte e é obrigada a seguir um código de vestimenta. Educação, seguro saúde, moradia e pacote-alimentação são providos gratuitamente pelo governo, estando atualmente extremamente restritos (principalmente pela campanha do "Militares primeiro"), o que vem proporcionando um aumento considerável de doenças e desnutrição entre a população.

[Texto escrito por mim, a partir de diversas fontes sobre a Coréia do Norte]

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Deixei o DMZ com a sensação de ter visto uma prisão de segurança máxima sem ter estado de fato dentro dela. Não há carros, pessoas, cidades... é uma fronteira enorme e vazia... povoada de soldados. O cessar fogo foi acordado entre os dois países em 1953, mas o tratado de paz jamais foi assinado. A guerra continua...

...silenciosa como o DMZ.


* Fiz um ensaio fotográfico. É a tradução em imagens do que senti...

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Sempre quis sair do Brasil. Provavelmente desde que voltei, aos 8 anos de idade após a separação dos meus pais nos EUA, já que nunca me senti parte da bagunça que o Brasil se tornou (ou sempre foi, desde que os portugueses chegaram por aqui e transformaram o país na budega da esquina). Mas voltando um pouco no tempo... existe algo de diferente (ou existiu em mim), entre a idade de 4 a 8 anos. Antes de me mudar pro Japão, encontrei cartas de recomendação feitas pelos meus professores americanos (abaixo) quando eu tinha essa idade e é impressionante o quanto se assemelha a quem sou hoje.

É só clicar duas vezes pra ler!

Depois de passada a surpresa, veio a preocupação "Será que não mudei nada?!?"... e comecei a filosofar sobre o quanto de fato mudamos. "Somos o que fazemos pra mudar o que somos", disse Galeano. Mas o que somos, se não o que estamos fazendo pra mudar? O que somos quando estamos distraídos? Quem somos mesmo... lá no meio do umbigo??

Encontrei nessa garotinha, de 8 anos de idade chamada Janayna Velozo, o prazer de ser o que se é... de ser quem sou. Garotinha que me ensinou a perdoar as quedas na caminhada, que me ensinou que existem pedras em que posso (e vou) me machucar, mas que também existe um limite chamado chão, que me ajudará a me levantar. E ai de mim se achar que sou a única a caminhar. Ai de mim de querer ser a primeira a chegar. Ai de não saber que o importante é caminhar... e lembrar, que "toda vez que dou um pulo, o mundo sai do lugar." [Siba]

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