Pelo menos tem diversão na volta pra casa...








































... pra mim, claro.

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Fazer uma lista com 5 OBJETIVOS (ex: fazer um mestrado em Harvard) e 5 DESEJOS (ex:conhecer Bali). Escolher um DESEJO e um OBJETIVO e fazer uma outra lista com METAS (ex: começar um projeto de pesquisa, aprender inglês... juntar dinheiro, pesquisar coachsurfing) pra conseguir realizar.

Sinceramente?? Como raios você pretende conseguir o que quer sem nem ter parado pra pensar o que quer?

Quando a gente se foca em algo, ficamos mais atendos pra aquilo... e aglomeramos pessoas que podem nos ajudar a conseguir. Que o universo conspira, conspira... mas bem que a gente pode dar uma mãozinha na escolha da conspiração, né?!?!=D

Boa sorte!!

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Japan. So far away from my native country and so different. While Brazil has soccer as a national passion, Japan has baseball... while we have 500 years of history, Japan has more then 2.500... while we express ourselves with movement and words, they contemplate stillness and silence... ... ...while we contemplate coffee, they drink tea. The green tea is everywhere: served in restaurants, eaten as ice cream, sweets, candies, cakes... represented in silks, clothes and fans, shown in gentle gestures... grown in fields... practiced by gueishas and old souls. The green tea is a strong voice of the Japanese culture.

But the story started much earlier than the actual tea ceremonies can remember. Brought from China by monks, the green face of Japan was mainly consumed by priests and nobles as a medicine during the Nara period. The pleasure for its taste only came after battles and prayers, warriors and emperors, enclosures and deals... after the religious ritual became the wings of the highly educated: a symbol of status. 


The tea ceremony had many different faces and shaped itself through time, passing by the strong influence of the samurais and the spirit of Murata Shukou that found the balance between the two worlds: China and Japan.

The hands of Murata Juko transformed it into the "way of tea" that is characterized by silence, resilience, slow movements, simplicity, beauty, humility, profundity, emptiness, purity and respect. Unadorned bowls, containers, gongs and chopsticks, celebrate the unique present moment. Each movement has a deep meaning and a profound wholeness, once it will never happen again. As a foreigner I see the tea ceremony as a representation of the fluidity of life and a path to reach ones self through perfection.

和 敬 清 寂

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"Tem muita gente piruá nesse planeta.
Gente que não reage ao calor,que não desabrocha.
Fica ali, duro, triste e inútil pro resto da vida.
Não cumpre sua sina de revelar-se, de transformar-se em algo melhor.
Não vira pipoca, mantém-se piruá.
E um piruá emburrado, que reclama que nada lhe acontece de bom. Pois é. Perdeu a chance de entregar-se ao fogo, tentou se presevar, danou-se.
O importante na vida é reagir às emoções, e não manter-se frio, fechado, feito um grão que não honrou seu destino."

(cahvingert)

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Lembro do quanto gostava de desenhar quando criança.. dos concursos que participei e dos que ganhei também. Minha mãe foi minha grande incentivadora e parceira nessas aventuras infantis. Mas o fato é que, depois de um tempo, parei. Parei de desenhar.

O mais irônico nisso tudo é eu ter passado quatro anos numa universidade de design e não ter desenhado nada. De fato isso coloca em cheque a graduação da federal que deveria (ao meu ver) ter algumas disciplinas obrigatórias sim. Nunca tive uma aula de desenho que não fosse geométrico. E como nunca tive tara por triângulos e bissetrizes, parei no papel em branco. O máximo que lembro de conseguir fazer era uma casa com um caminhozinho do lado e uma árvore.

Mas algo aconteceu aqui. E acredito que teria acontecido em qualquer lugar que eu estivesse, porque o aqui, neste caso, é aqui dentro de mim. Decidi tentar voltar a desenhar, mesmo sem saber como... mesmo sem técnica ou noção de perspectiva. Resolvi fazer o que não sabia, fazer o que dá medo por não se saber...

Sabe quando você faz algo que não sabia que sabia fazer?? Sou eu desenhando. Eu termino o desenho, paro... e fico olhando pra ele sem acreditar que fui eu quem fez aquilo. Depois vem uma euforia infantil de quem conseguiu fazer aquilo!! Volto a ter 8 anos de idade querendo mostrar o desenho pra todo mundo e querendo que todo mundo fique feliz por mim!! Tem sido uma descoberta indescritível.

Aqui tá o link para os desenhos todos, na ordem em que foram feitos. É só ir passando pro lado pra vê-los. Espero que gostem!

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                    Ainda sem acreditar que ontem isso saiu de mim...

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                     Publicado no meu fotolog em 18 de março de 2006.

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Queria dedicar um espaço por aqui pra falar sobre o processo de seleção da Universidade de Design de Kobe (KDU). Recebi uma carta dizendo que teria que estar na universidade no dia X, na hora X, portando meus documentos e meu portfolio impresso ou o material em um computador. Infelizmente maiores explicações não nos foram dadas em inglês. Chegando lá, assinamos um seguro de que qualquer material deixado na universidade estaria intacto nos dias seguintes e seria devidamente devolvido ao dono, pegamos nosso número de candidatura e partimos pra uma sala ampla. Nessa sala haviam várias mesas, cada uma com painéis atrás e o número do candidato. Pra quê?? Expormos nosso trabalho. Apenas expor, pra que cada professor pudesse analisar o material e dar nota.

No segundo dia, marcaram nossas entrevistas. Detalhe: avisaram que a entrevista seria em japonês. Fui mesmo assim. Meia hora pra cada candidato. Mesma sala ampla. Diferença?? Dessa vez ela estava lotada de professores (acho que todos os professores da universidade, ou quase). Trabalhos de um lado, professores do outro (sentados em meia lua) e no meio, uma cadeira vazia com uma mesinha em frente. Ou seja, no meio... você, ali.. exposto a tudo e a todos (ou expondo). Primeiro eles pedem que você se apresente (de acordo com a etiqueta japonesa, claro) e depois começam as perguntas, que por sinal surgem de todos os lados. Apesar de entender um pouco de japonês (que não é apenas o básico que se usa nas ruas pra perguntar quanto custa um pão ou onde fica a estação X), eu falo muito pouco. Motivo?? Parei de praticar enquanto fazia a minha pesquisa, porque era tudo em inglês e eu não sabia se ficaria no Japão mesmo (não que eu tenha qualquer certeza hoje, mas é mais provável ao menos). Pedi então pra responder em inglês e, aos poucos, eles foram me perguntando em inglês também. Que por sinal foi um grande alívio: agora sei que eles sabem falar inglês (tô menos ferrada).

As perguntas foram as mais diversas possíveis: "Por que você escolheu a Universidade de Design de Kobe?" "Como foi seu curso de graduação no Brasil?" "Fale sobre seu projeto de pesquisa." "O que você pretende fazer depois que terminar o mestrado?" "Por favor, apresente-nos alguns de seus trabalhos, falando um pouco sobre cada um deles." Enquanto eu apresentei eles fizeram várias perguntas sobre cada projeto. No final, meu professor me perguntou: você tem alguma pergunta pra fazer pra gente? (adorei isso, mas confesso que não estava preparada). Falei: "O que vocês esperam dos seus alunos?? Que eles criem novas formas de pensar e de solucionar problemas, ou que sigam uma linha mais rígida?? (algo assim). Ficaram com a primeira opção.. thank God! =)

Pela primeira vez vi professores leves, descontraídos, sorrindo... não sei se maquiavelicamente por estarem se deliciando com nossa angústia. Mas... não faz muita diferença; gostei de vê-los assim. Saí de lá com um sorriso enorme no rosto e com a sensação de dever cumprido. Fiz TUDO o que pude, dei o melhor de mim... agora era com eles. Passar ou não passar se tornou um mero detalhe diante da certeza de que encontraria meu canto, meu rumo... e que fiz o que antes me seria impossível.

O resultado saiu 5 depois depois: aprovada.

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Oi gente!! Desculpa pelo sumiço nos últimos meses, mas tem momentos em que o mundo lhe rouba de você mesmo (e consequentemente dos outros), assim como momentos em que você precisa se conectar a si e em si mesmo. Ambos são momentos de silêncio e entrega em que não sobra muito tempo pra diários, blogs ou registros mais profundos sobre os caminhos por onde se passa. Tentei ao menos manter o youtube e o flickr atualizados com vídeos e fotografias. Assim ao menos uma parte de mim estaria dizendo "tá tudo bem..". Mas a verdade é..

...tô feliz PRA CARAMBA!! Longe dos meus dois amores (Luquinahs e Diogo), amigos, família e do país que vivi quase minha vida toda (dependência cultural é FODA), mas tô muito feliz!! Depois de finalizar e ser aprovada na minha fase de pesquisa na Universidade de Wakayama, resolvi partir pra outras terras. Apliquei pra Universidade de Design de Kobe, fiz o processo de seleção (bem interessante por sinal), passei... e cá estou.

Tive que passar por um outro processo de seleção, pra poder morar onde estou morando (no dormitório internacional da cidade de Kobe). Ou seja, finalmente as coisas estão se ajeitando. Tava bom de desgraça e problemas, né?? Me mudei sexta passada. Minha bagagem chegou no dia seguinte (o serviço dos correios daqui é fantástico! Aliás, serviços em geral.) O quarto de não-faço-idéia metros quadrados, com um banheiro e uma pia de cozinha me custará 280 dolares por mês. Mas é o melhor quarto que já tive até agora e a vista é simplesmente linda!! Tô no quinto andar de uma área que já é bem alta... aí dá pra ver a cidade de cima.. e o mar l
ááááááááááá longe. A cozinha é coletiva (uma em cada andar), tem elevador no prédio e uma salinha com máquina de lavar e secar (1 dolar cada uso). Vou tirar umas fotos e publicar pra vocês verem!

... que comece essa nova etapa!!

Saravá! =)

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Desde o natal que não escrevo praticamente nada (além do último post, que não foi lá bem feliz). Queria dizer que tô bem e cheia de estórias e novidades pra contar!! Mas tô de mudança esse mês! Depois conto. Em abril devo voltar a escrever por aqui! =)

Por enquanto... um texto que escrevi há tempos atrás...

É que em tempos de cegueira, onde o medo de cair nos impede de andar, onde as mentiras ditas ao acordar ganham pernas e saem pelo mundo deixando na boca o gosto do que queremos ser (mas não somos), onde o mundo tem o sabor do pouco que nos restou... tempos que nos afastam de nossos espelhos já sem reflexo, que nos isola nos cantos escuros que deixamos (ainda ontem) pra resolver no depois que se estende para além das horas possíveis, tempos em que nossa cegueira ultrapassa os espaços do outro, que invade os problemas do mundo e se impõe num grito independente de unicidade e imparcialidade inexistente...

Ficamos assim: imersos entre pena e orgulho, entre a dúvida e a afirmação, submersos em apatia e indefinição, em insuficiência e caos, ansiedade e vício... esperando que o mundo aceite nossas beiras, nossos excessos... necessitando encontrar um ombro amigo no próximo acordar, um rosto conhecido pelo cheiro de verdade, pelo sabor de sensatez, pelo aperto forte das mãos, pela voz doce de colo ao cair da tarde. E ficamos assim, esperando ser salvos.. cada um na sua concha, no seu casulo, no seu espaço seguro.

É que... em tempos de cegueira... tudo que precisamos é despertar da nossa lucidez empoeirada, é estender as mãos e sentir a direção do vento, é esquecer o discurso de ontem, deixar o jardim com cheiro de terra molhada, abandonar os lençóis (ainda mornos), esvaziar-se dos risos, arriscar.

Porque em tempos de cegueira... bastaria despir-se de si mesmo... e despertar.

Janayna Velozo
01.12.2006

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