Pros tabacudos de plantão... que num clicaram na palavra Saravá.. aí vai o vídeo de novo.
Terça-feira passada acordo eu de manhã, jurandooooooooooo que tinha acordado no meio da noite com o mundo tremendo (acho que tô ficando doida já)!! Aí, como toda boa caçadora da verdade, lá fui eu perguntar pro povo se alguém sentiu alguma coisa, né?
- an? terremoto??
- eu não... tava dormindo..
- nossa!! tremeu??
E a bonitinha aqui com cara de tacho, claro. ¬¬
Na quarta-feira lá vou eu, ainda crente que tinha termido mesmo, procurar na internet, pra ver se achava alguma coisa. Google que me ajude!! Procurei por "terremoto", "terremoto + japão", "terremoto + 2009".. e nada. Como eu sou teimoooooooooosa.. e insistente... dei mais uma chance ao bichinho e coloquei "earthquake + japan + 2009" (nada como procurar em inglês!).
E eis que me aparece um terremoto 5.0 (na escala Ritcher, que vai ate 8.0), de epicentro nas Ilhas Ryuku aqui no Japão, exatamente na horinha que eu jurava que tinha acordado. Pois né que era verdade??
Olha.. esse negócio de acordar no meio da noite com seu quarto todo tremendo é um causo, viu? A maioria dos japoneses num deve nem sentir (e portanto, nem acordar), mas... como eu num durmo (né Diogo?!?!), a coisa complica. Sei que acordei, sentei na cama, senti tremer, deitei e fui dormir de novo. Fazê o quê?? Já passou mermu.
Que venha mais uma tremedeira!!
Cheguei em Kyoto às 9:30 da manhã, liguei pra Dani e ela me avisou que o ônibus só chegaria lá às 11 e tanto. Pra mim foi bem melhor, porque templos não são (de forma nenhuma) lugares pra se ir com mais de 4 pessoas. É preciso tempo pra apreciar cada detalhe, pra parar.. respirar.. ouvir... refletir.. cheirar.. .. .. vivenciar de fato o local. Como tive uma hora e meia a mais, fiquei tranquilíssima pra caminhar pelos templos, pontes e árvores de Arashiyama.
O templo foi construído em 1339, por ocasião da morte do príncipe herdeiro Godaigo. Após oito incêndios devastadores, o templo Ten Ryuji foi reconstruído durante o Período Meiji e registrado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1994. O lugar é imenso!!! E impossível de descrever. Os japoneses se orgulham muito de suas quatro estações muito bem definidas e ainda mais do outono. Quem já esteve em algum país durante o outono acredite: nada se compara ao outono japonês, também conhecido como outono vermelho (koyo). É absurdamente lindo!!!
A caminhada por entre a floresta de bamboos, as pequenas ruas com suas lojas misteriosas, carroças sendo puxadas por homens usando trajes do tempo dos samurais, gueixas andando calmamente pelas vielas estreitas de pedras, jardins meticulosamente cuidados, cerimônia do chá... Ir a Kyoto é voltar ao passado.... é encontrar um Japão tradicional ainda vivo.
Foi minha segunda visita a Kyoto. Espero ir muitas outras vezes...
FOTOS AQUI!!
Cheguei umas 15:30h e as meninas estavam na cozinha fazendo a "hallaca". Uma comida típica venezuelana, feita com farinha de milho e folha de bananeira. Sei que passei o resto da tarde toda na cozinha, tomando conta da Hallacas no fogo... e ficaram uma DELÍCIA!!!! AVI que troço baum!!! =D
Como eu tinha um passeio com o pessoal do dormitório (organizado pela universidade) pra Kyoto no domingo, tinha que ir pra casa mais cedo. Mas quem disse?? IAUHiauhaia... eu até tentei ir, mas o povo num deixou naum! Dancei a noite toda, conversei com algumas pessoas em separado (do jeitinho que eu gosto) e me diverti muito muito muito!! Nada demais, né?? Apenas um dormitório. Mas cheio de pessoas que fazem toda a diferença!!! No final da noite Igor me chamou no cantinho e disse que eu podia dormir no quarto dele, já que eles iam passar a madrugada toda fora numa boate. Mandei uma mensagem avisando a Dani que eu encontraria o pessoal do passeio lá em Kyoto mesmo pela manhã (que inclusive ficaria mais barato e perto pra mim, do que voltar a Wakayama).. e tentei dormir. Mas... ahaha... sou foda pra dormir, sei não!! Leia mais um teco...
Assim que cheguei em Osaka dei uma voltinha no centro, pra tentar achar uns presentes de Natal, mas num tive muito sucesso não (só tem coisa fashion no centro da cidade e eu queria umas coisas mais tradicionais). Liguei pra Adrianna, já que ia encontrá-la mais tarde num restaurante indiano, junto com Liv, Kuba e o amigo polonês dele (que até agora não descobri o nome). Fui a Senri-Chuo (uma estação importante na linha de metrô), pra pegar o ônibus. Quando eu olho pro ponto.. um ônubis parado lá e um estrangeiro correndo. Fiz o quê?? Corri atrás, né?? Aí dentro do ônibus liguei pra Dri de novo, perguntando:
- Qual o número do ônibus que eu tenho que pegar??
- 56 ou 59.
- Tá.
- Estamos na parada no caminho lhe esperando..
- Certo.
Desliguei e pensei. "Fudeu, tô no ônibus errado." Pedi parada, nada do caba parar o busu. Pedi parada de novo, nada do busu parar. Pedi mais uma vez. Nessa hora um japonês olhou pra mim com uma cara tão feia que deu pra perceber que tinha algo errado. Vi uma placa na rua dizendo Kita-Senri (uma estação no caminho pro lugar que eu tava indo). Ao menos no caminho certo eu tava... Aí o ônibus parou, né?? E nada da porta abrir. Aí eu pro motorista:
- Eu quero descer..
- Num pode descer aqui não.
- Onegai shimasu!! Onegai shimasu!!!! (por favor!! por favor!!)
Ele abriu a porta. Ahahahha... Desci. Fui pra parada do ônibus certo. Peguei o ônibus. Aí tô eu lá... olhando pela janela... tentando vê-los no ponto, quando depois de um tempão o ônibus vira prum lado estranho. Perguntei pro motorista:
- Qual o número desse ônibus??
- Num sei.
- Ele tá indo pra universidade?
- Não.
(fudeu)
(de novo)
A essa hora meu celular tinha descarregado já, claro. Quando o motorista parou eu pedi pra descer e olhar o número do ônibus. Era 55. Putz!! Pense que minha cabeça tava uma merda nesse dia, viu!??! AIUhiauhaia... Foi quando ele me disse pra descer num ponto lá e pegar o ônubis certo. Desci. Quando vi o horário do próximo ônibus somente às 20h, pensei: pronto, é hoje que num janto nem encontro ninguém.
Fiz o quê??? Puxei pra junto o primeiro japonês que me passou e pedi pra usar o celular dele. Liguei pra Adrianna e ela me disse que tava muito frio, então eles resolveram ir pro restaurante. Ela tinha me enviado uma mensagem, mas num sabia que meu celular tinha descarregado (e celular aqui quando descarrega, é morte sem retorno). Mas advinha?? Eu desci EXATAMENTE na parada do restaurante!!! AIUhaiuhaiuaia...
E o resto da noite foi maravilhosa.. comemos uma comida deliciosa no restaurante indiano, fomos conversando as três no caminho de volta pra casa... e passei a madrugada falando potoca com Dri na casa dela. ^^
PS: o amigo de Kuba veio pro Japão com o dinheiro que ganhou naquele programa "Who wants to be a millionaire". AIUHAIhaiaa...
Sexta-feira passada fui a Nagoya, fazer a autorização de Luquinhas pra ele poder embarcar sozinho e entrar no Japão sem problemas. Como nunca fui a Nagoya e é longe que só, antes de ir pedi umas informações a um amigo meu japonês, chamado Tatsuro. E segui à risca o caminho dele, né?? Acordei às 4:30 da manhã, saí de casa às 5h, peguei o primeiro ônibus às 5:28h e o trem das 6h. Mas rapaz.... ao todo... eu troquei de trem (baldiação) 7 vezes!!! 7 VEZES!!!! Advinha a hora que cheguei!! Onze e quarenta e cinco da manhã. ¬¬ Demorei 6h e meia pra chegar lá!!! Mortinha já, né??
A onda foi em uma das estações, na primeira troca de companhia de trem, quando fui fazer o "fare ajustment" (pagar a diferença quando você compra um ticket de valor menor que o total feito). Abri a carteira... e... cadê o dinheiro??? Ahahahahha... num tinha NADAAAAAAAAAAA!!! Nem uma moeda pra consolar. Esqueci o dinheiro na minha outra carteira (qe desisti de levar). Aí lá fui eu explicar pro caba que tava sem dinheiro... e pedi orientação pro caixa eletrônico. Ele me deixou ir lá pegar dindin e voltar pra pagar... ahahah.. mas pense num susto!
A viagem é linda!!! Não apenas pelo caminho em si, mas pelos trens. Eu só num tirei foto porque o final de semana ia ser longo e fiquei com medo da bateria da câmera acabar. Mas... prometo fazer um álbum só de trens japoneses. Tem cada trem FUDEROSO!!! O trem bala ( Shinkansen) é bonitin... mas tem outros trens mais majestosos, imponentes... e elegantes!!
Foi bem tranquilo no consulado, fiz o documento (que recebi pelos correios ontem e já enviei ao Brasil), tomei um suco de açaí (ai delícia!!) e fui caminhando até a estação principal pra conhecer um pouco a cidade. E fui pra Osaka!! Só que dessa vez... num fiz o caminho de corno naum... perguntei como ia direto pra lá. Comprei meu ticket num trem com assento reservado, expresso pra Namba (estação no centro de Osaka). Super confortável, cadeira reclinável... levou apenas 2h pra chegar... e foi O MESMO PREÇOOOOOOO da ida (pelo caminho de corno)!!!! AIUAHIUAHiuahiuaiuhaia...
FOTOS AQUI!!!
PS: Olha que interessante um estacionamento de carro e de bicicleta em Nagoya!!
Como muitas das minhas cartas (e presentes, pra piorar!) não chegaram aos destinatários no Brasil (nos outros países chega certinho), resolvi só enviar carta registrada agora. Quem for me escrever faz o mesmo, tá?? Vamo ver se resolve...
É mais caro um teco, mas vai valer a pena! =)
Orguiu jana = mode on
Parabéns!!!!
(não que ele vá ler isso, mas que fique a energia boa!) Leia mais um teco...
Representante legítimo da Santíssima Trindade. Assim como dos três atributos de Deus de onisciência, onipotência e onipresença. Primo. Um dos tidos de Fibonacci e Lucas (desse nunca ouvi falar). O número três representou pra mim, o inferno astral. Porque entre eu, tu e ele... presente, passado e futuro... pensar, falar e agir... reino animal, vegetal e mineral... e todas as outras premissas que cercam o mito, o que se passou comigo nos TRÊS últimos meses foi digno de um comercial de mal gosto japonês.
Como num vou entrar em detalhes dos pontos que fizeram meu triângulo virar um círculo sem começo, fim ou horizonte certo, resumirei meus equívocos à inocência dos robôs. Desculpem, mas enquanto as árvores colocam uma nova plumagem pro inverno, mudando suas cores e cantos, o que vejo nas ruas são seres humanos apáticos. Essa é a pintura que não desbota. Viciados em trabalho, os japoneses estão, literalmente, se matando, enquanto suas barbies (conhecidas como esposas) cuidam dos filhos que só verão seus pais, com sorte, nos finais de semana. Filhos estes que, confinados aos limites do oceano Pacífico e cercados por máquinas falantes, serão cada vez mais privados de contato humano.
A fotografia dos samurais e gueixas fica pros elucidados membros de uma língua formal e submissa, hierarquica e severa, curta e silenciosa. O hoje é uma mistura amarga entre o futurismo alienado e vazio do comportamento ocidental, misturado à falta de sensibilidade de quem já se se acostumou a não mostrar emoções. Fechados em si mesmos e para si mesmos, o espelho tornou-se o livro de cabeceira, enquanto o divã, vazio, espera por qualquer traço de verdade que escape do discurso cotidiano. Quando escapa. Quando há verdade. E enquanto o espelho não quebra...
Saravá!




