Coisa mais fofa desse mundo cantandu!!! Ai ai... lembrança da minha infância esses dias... =)
fala baixinho
com carinho
deita com ele nas horas de dormir
enrola os cachinhos
beija-lhe a testa e diz:
amo você.
Quem sabe num tímido instante de lúcidez tu descubras que és sim a princesa do castelo de areia. Esculpido em dedos frágeis e pequeninos, de menina, onde as estrelas te parecem tão próximas, o mar tão sem fim, a areia tão macia... E brinques de rainha, com teus príncipes que te enchem de euforia ao contar que o horizonte não termina ali. E te gargalham sabores de véspera, campos verdes e distantes, aventuras ácidas e errantes... e se vão. Sem saber que o castelo será destruído pela bruma...
...ainda branca, ainda turva, ainda... o que te leva à beira d'água em dias de sol.
jana.
[texto feito pra Raphaella]
Ao som de Yann Tiersen, em 8mm. Leia mais um teco...
Enquanto o lápis empoeirado aguarda nossas mãos mornas na gaveta há muito já esquecido, sentamos no computador e procuramos alguma mensagem de fim de ano pra enviar aos conhecidos, familiares, amigos íntimos. Talvez consigamos de fato achar algo escrito por outrem que se encaixe tão perfeitamente no que gostaríamos de escrever, que parece ter saído de nós mesmos. Então copiamos e enviamos, até bem intencionados, numa atitude tão repetitiva, feita por tantos nessa época do ano. Existe época pra fazer isso??Como se não bastasse a atitude mecânica de fazê-lo "porque é natal", ainda esquecemos de colocar qualquer vestígio nosso, qualquer rabisco de nossa própria autoria... esquecemos um outro ser humano lá do outro lado vai receber... esquecemos de interagir com ele.. de dizer "oi, tudo bom?", "adoro essa época de natal" ou até mesmo um "como vai a família?". Deixamos pra trás qualquer traço de unicidade, de personalidade... os destinatários viram uma massa única.
Ao enviar a mesma mensagem pra (quase) toda a nossa lista de contatos, esquecemos de ser pessoais... próximos... calorosos... Mas não temos tempo de escrever pra meio mundo de gente. Quem tem tempo hoje em dia? E finalmente atropelamos nossos momentos com quem amamos e deixamos de dar às pessoas o que de fato elas mais querem: um pouco da nossa atenção.. um pouco do nosso tempo. Porque é mais fácil enviar uma mensagem pronta do que escrever meia dúzia de palavras, assim como é mais fácil comprar "uma lembrancinha" na esquina do que procurar algo que signifique uma lembrança de nós mesmos pro outro ou algo que pareça tanto com o outro que faça-o pensar "ela me conhece", "ela lembrou de mim, de mim". Porque também queremos que conheçam nossos gostos, que saibam quem somos de fato.. mesmo que secretamente.
Se eu pudesse pedir algo nesse natal, seria um instante de lucidez.. onde pudéssemos nos desligar da tomada e das atitudes automáticas, e repensar quem somos.. o que estamos fazendo com nossas vidas.. pra onde queremos ir... quem queremos que esteja conosco... e finalmente, quanto tempo estamos dedicando a nós mesmos e às relações que estamos estabelecendo com as pessoas que nos cercam. Que façamos de cada momento, uma oportunidade de dizer o quanto elas nos são importantes... Que nos façamos diferentes, nos aprimorando a cada instante.. E que sejamos mais e mais felizes... cada vez mais felizes!!!
jana.
[escrito em dezembro de 2008]
Leia mais um teco...
Quarta-feira. 13:00h. Dei entrada no hospital. Tiraram minha pressão. Andei até o andar cirúrgico. Retirei todos os meus acessórios. Coloquei a bata. E fui caminhando até a sala de operação. Como tenho assistido Grey's Anatomy, juro que me senti num dos episódios. As portas abrem com um botão que fica quase nonível do chão e é aberto com o pé.
Colocaram os sensores no meu corpo:respiração, pressão e batimento cardíaco. A primeira cidadã tentou duas vezes colocar o gelcro na minha veia, mas falhou (depois de remexer lá dentro). A outra veio, achou minha veia e enfiou o treco tão rápido que num deu nem tempo de doer direito. Aí fiquei eu lá pensando: seriam elas interns ou residents?? (sei o nome em português naum)... viagem de Grey's. AIUhaiua...
Cobriram meu corpo com um lençol pra me aquecer. Deram anestesia local. O restante foi o médico falando cada passo dado, explicando tudo que estava fazendo e me perguntando sempre se estava doendo em algum lugar. Ele foi bem atencioso e eu senti MUITA segurança no hospital e nos procedimentos feitos. "Finalmente um lugar decente!!"
Durante a operação eu me concentrei no meu batimento cardíaco, pra manter a calma e ficar tranquila. Ao término, tiraram minha pressão novamente. Ele prescreveu antibiótico oral e local (vou começar a trocar o curativo hoje), além de dois remédios pra proteger o estômago e o intestino. Semana que vem retiram os pontos e sai o resultado da patologia (que vai examinar o troço que tava dentro do meu braço). Agora é descançar e cuidar bem do sono e da alimentação. Não tenho sentido muita dor.
Tô bem!!
PS: o exame de sangue e de tempo de coagulação deram normais... e o resultado da patologia também (nada maligno pra se preocupar).
A coisa num tá nada fácil por aqui não, mas como disse Zambé "se fosse pra ser fácil o mundo era um lugar bem melhor". Como estava com cirurgia marcada pro dia 4 de novembro (quarta-feira da semana passada), pra retirada do segundo nódulo, resolvi ir pra Osaka visitar meus amigos e dar uma relaxada porque eu tava muito mal na semana passada.
Sábado fomos (umas 15 pessoas) pra um ringue de patinação no gelo que fica em Namba (um bairro do centrão da cidade). Rapaiz... ô coisa boa é patinar no gelo... O ringue é gigantesco, tem instrutores prontos pra ajudar e ensinar a patinar da forma correta e é um ringue profissional onde acontecem campeonatos de Hockey.
Usei e abusei dos instrutores!! Aprendi a patinar com patins de hockey (e não mais nos patins com um freiozinho na ponta), a girar cruzando as pernas e a andar pra trás da forma certa. E como já deu pra perceber, eu e o chão desenvolvemos uma relação bem íntima nessa estória de num ter medo de fazer estripulia no gelo!! Mas já já meus joelhos melhoram e tô pronta pra mais uma rodada! De quedas!! AUiahia.. =p
Domingo passei o dia com Ahmad, que veio de Nara (onde ele tá morando agora) pra me encontrar. Tomamos café (ele, né?), compramos finalmente uma bota de chuva pra mim (eu tava acabando com a minha outra bota que não pode ser molhada) e fomos jantar. Tá foda essa distância dele nos últimos dias e já estávamos a quase dois meses sem nos ver, mas... a gente vai levando.
Segunda passei o dia com Adrianna e Kuba e à noite fui pro dormitório de Minami-Senri, rever o pessoal. Saímos num pequeno grupo pra um restaurante bem legal (e barato) de sushi, onde a comida fica passando numa esteira do lado da mesa. Você faz o pedido através de uma telinha de computador e o pedido chega num shinkansen (o trem bala).
Terça fui pro festival cultural da Universidade de Osaka, no campus de Toyonaka. Depois me encontrei com Eda (da Albânia) pra conversarmos um pouco... e voltei pra Wakayama!! Cheguei mortinha, mas feliz!!! O final de semana foi maravilhoso...
Existem momentos... em que o mundo inteiro desaparece... e só resta você...
...maybe not even standing anymore.
I really don't have words enough to thank you for the person you are and for having you in my life Dri...
...just never get out of it, ok?
Love you,
jana.
PS: and here are the pics!!
PS2: yeah yeah... I know that I read your name wrong... snif..
Final de semana passado fui a Osaka pra resolver uns perrengues do visto de Lucas, tirar meu visto de múltiplas entradas (mais tranquilo pra entrar e sair do Japão sem problemas caso precise) e consultar meu médico. Como o Centro de Imigração fica em Cosmosquare, aproveitei pra dar um passeio em Osaka Bay..
Tava precisando ficar só... pensar sobre mim, sobre minhas escolhas... sobre migrar... porque...
Em algum lugar,
entre o vôo e o mar
sussurram-se gaivotas azuis.
meninaJANA.
>> Fotos!! <<
Antes de começar a empacotar as coisas pra deixar o dormitório, fiz esse vídeo pra mostrar e registrar o dormitório e um pedacinho do campus. ^^
Foi difícil pegar no sono durante a noite por conta do barulho causado pelos ventos fortes (bote forte nisso). Mas por sorte meu quarto fica virado pra direção oposta, então num passei muito perrengue não. Acordei várias vezes durante a noite, mas foi só. E ao abrir as cortinas eis que vejo um dia lindo cinza (ainda), sem chuva, com ventos leves e um tequinho de sol. =)
Ainda não sei as consequências do Tufão no Japão, porque não tenho televisão no quarto (aqui se paga cerca de 13 dolares por mês pra assitir TV e, sinceramente, a TV japonesa é uma porcaria). Hoje devo ler mais sobre a destruição causada. De todo modo, esse foi o 18 tufão dessa temporada e o país está preparadíssimo. E como o serviço de meteorologia daqui funciona MUITO bem, a população pôde se preparar com antecedência pra chegada do Melor.
Sem mais. =*
