
Presente de mamãe, especialmente pro Japão!! Uma sapatilha linda da PUKED, com uma meinha rosa!! ^^
ohohohohoho.. =p
Nada de acessos de fúria pra quem não entrou nesse mural, pelo amor de Deus.. é muita gente pra caber num canto só!! Aí num tem nem metade. =)
As despedidas já foram tantas... e em tantos lugares e cidades diferentes.. que eu não saberia dizer qual foi a que deixou mais saudade. Ter amigos espalhados pelo mundo é meio complicado quando se quer dar um abraço forte e dizer "até logo".
Tô colocando aqui a coleção de despedidas... que tem um pouco de cada pedacinho de mim. Cá estão as fotos!!
O que tenho a dizer a cada um de vocês é: muito obrigada!! Obrigada pelos momentos de farra, pelas risadas, pelo colo das horas difíceis, pelo apoio, pelas brigas, pelos xingamentos de carinho e intimidade que eu adoro, pelos pedidos de socorro, pelos telefonemas, pelas saias justas, pelo companheirismo... pela vida dividida. Tenham certeza que qualquer conquista minha é uma conquista de vocês também.. porque sem vocês eu não seria quem sou. E como jamais saberemos o que danado que eu seria.. melhor ficar com o que sou mermu, né?? =D
Valeu gente!! Um dia eu volto..!
É estranha a sensação de ouvir do seu namorado que ele tá com medo, quando é você quem está indo embora e tá mais apavorada que tudo.
Ir ao Japão, pra mim, exigiu bem mais que preparo. E olha que preparo é meio abstrato, porque não sabemos de futuro. Mas as oportunidades não se esvaem quando se está preparado; elas te pegam no embalo e carregam pra algum outro lugar. E esse é meu grande sacrifício (ou minha grande oferenda): o preparo me levará pra longe das pessoas que mais amo.
"Não foi isso que você sempre quis? Viajar o mundo, conhecer os rostos, os cheiros, os olhares, comportamentos, gostos, sons, texturas...? ...escrever sobre cada pétala que se abre numa manhã chuvosa, sobre o vento frio que prenuncia a chegada do inverno, sobre o cheiro do mar em dias quentes e o que se sente ao acordar com pássaros... e, não apenas escrever, mas fotografar cada instante único do estar presente?
Estamos preparados pros nossos desejos? Pros nossos sonhos? Nossos devaneios? Aguentaremos o preço que se paga pra vivê-los? Caminhá-los? Concretizá-los? Achamos que não, provavelmente por sermos incapazes de enxergar os sacrifícios do hoje. O presente nos parece mais fácil do que realmente é. Afinal, já nos adaptamos, já sabemos seus vícios, suas manias, seus atalhos. Sabemos o que existe do outro lado da esquina. Temos a segurança trazida pelo hábito. Mas suas prisões também..
O que seremos, o que faremos, vai depender do momento exato em que escolheremos nos jogar rumo ao desconhecido... movidos pelo novo, pelo medo, pelo sonho, pelas pernas (ainda trêmulas) que darão o primeiro passo, pelo palpitar do coração no peito... pela sede..
.. pelo ímpeto de voar.
Morei 12 anos em Aracaju e, apesar de estar há 6 em Recife, ainda tenho bons amigos por lá. Esses dois rapazinhos aí nos receberam, eu e Diogo, com o maior carinho do mundo na casa deles!!
Vevéu, sei que não nos vimos muito, mas ter te abraçado e conversado um pouco, relembrando os velhos tempos em que você era a porra louca e eu a recatada, que ficava filosofando sobre a vida, foi massa demais! Ah!! Adorei Dudu!!! Alguém diz isso a ele?? Meu pai vai continuar te chamando de doida sempre e eu de irmazinha! Boa sorte com a ótica aí, viu?? Vou estar sempre aqui pra você!
Ir embora não é fácil. E, no meu caso, ficar seria ainda mais difícil, pois eu teria que abrir mão do que tanto lutei pra conseguir. Se bem que no fundo nunca estamos em lugar algum, além de nós mesmos. Mas deixar um filho, mesmo que apenas por alguns meses, tendo estado, criado e morado com ele por 12 anos (os 11 de vida dele fora do meu ventre e os 8 meses dentro), é algo muito maior que eu imaginava que seria. Até que ponto conseguimos nos preparar pro enfrentamento??
Filho, tenta ser forte e manter a disciplina nos estudos. QUalquer coisa que precisar liga pra vovó Marilene ou vovó Mário. Eles são meio destrambelhados, mas farão qualquer coisa por você, pra lhe ver bem e feliz! Confia nisso, tá?? E, mamãe vai estar dormindo com você todos os dias...e levando você a todos os lugares. Te amo você mais que uma girafa correndo!!!
É... são tão lindos, né?? Posso estar parecendo uma bobona dizendo isso, mas.. vocês não tem noção do quanto foi aliviante pegar o passaporte com os dois vistos e saber que tá tudo certo pra viagem!! Agora é só arrumação de mala.. venda de coisas... compra de goiabinhas (né Francisco??)... e despedidas...
Tem dois vistos aí porque vamos passar pelo Canadá (os três bolsistas vão viajar juntinhos). Sairemos de Recife (André sai de Salvador) no dia 03 de abril, às 12:35h (só pra avisar, vou estar no aeroporto desde as 10h da manhã). Olha o intinerário da viagem:
Recife > São Paulo (Guarulhos)
São Paulo > Toronto
Toronto > Vancouver
Vancouver > Tokyo
E aí Angélica fica em Tokyo, André vai pra Sapporo e eu vou pra Osaka! Ufa!! Serão mais de 30 horas de vôo e algumas outras horas de aeroporto!! Vamos chegar apenas no domingo! Cansativo... mas com certeza muito divertido e gratificante!
Fiquei sabendo essa semana que seu Francisco vai me pegar no aeroporto e hoje recebi um email da universidade dizendo que uma outra estudante gostaria de ir me buscar também!! Olha que legal!! Vou escrever pra ela! =)

"What is important is not the destination,
but the act of getting there.
The Path itself is the goal."
O nome da ilha de Shikoku vem de "quatro províncias": Sanuki, Awa, Tosa e Iyo; é uma ilha montanhosa e local de antiga peregrinação em honra de Kukai, que ainda hoje se mantém. O caminho de Shikoku é composto por 88 templos e tem aproximadamente 1400 quilômetros de extensão. Segundo uma famosa lenda...
... a ilha de Shikoku, era governada por um senhor rico e poderoso chamado Emon Saburo. Ele tinha os cofres cheios, mas um coração frio, e mal sabia o que era compaixão. As pessoas que viviam em suas terras só podiam esperar por uma coisa: ele iria explorá-las cada vez mais.
Certo dia um monge chegou no portão da mansão e solicitou que o poderoso Saburo colocasse um pouco de comida em sua tigela. Imediatamente o monge foi mandado embora. No dia seguinte, a cena se repetiu e Saburo se irritou: colocou fezes humanas na tigela do monge e dispensou-o novamente. Isso se repetiu por dias até que no oitavo dia, Saburo, furioso, pegou o seu bastão e golpeou a tigela do monge, a qual partiu-se em 8 pedaços. o monge se chamava Kobo Daishi (professor/santo que difunde os ensinamentos de buda) e viveu na ilha por muito tempo.
O monge não voltou após o último incidente com Saburo, cujo filho, misteriosamente, morreu no dia seguinte. Enquanto ainda a família velava o corpo do primogênito, o segundo filho também falece e assim, morreram os 8 filhos do governador. Ao rejeitar a chance de fazer o bem ao monge pedinte, Saburo deu início à punição por todas as suas malfeitorias: ele não deixaria herdeiros e sua família acabaria ali.
Saburo, arrasado e desesperado, saiu à procura do monge para implorar pelo seu perdão. Caminhou por anos e quando estava debilitado fisicamente, decidiu fazer o caminho inverso. Ao invés de correr atrás dele, iria ao encontro do monge. Em seus últimos dias, quando já estava quase morrendo, Saburo encontrou Daishi. O então frágil governador foi perdoado pelo monge e ganhou o direito a um último pedido. Saburo pediu para que ele nascesse novamente como governador de sua província para que ele pudesse ajudar as pessoas e recompensar toda a sua crueldade praticada na vida presente. O monge pegou uma pequena pedra, escreveu algo e colocou-a na palma da mão do governador.
Nove meses depois, o bebê do governador de Iyo-a nasceu, curiosamente com a mão fechada. Muitos médicos examinaram a criança e a medicaram, mas nada acontecia, até que um certo dia solicitaram a ajuda de um padre. Através de uma oração a criança abriu a mão lentamente e surpreendeu a todos. O bebê segurava uma pedra com a seguinte inscrição: “Reencarnação de Emon Saburo”. (essa pedra pode ser vista no templo nº51, chamado Ishite-ji)
A morte é muito presente tanto na lenda quanto no próprio caminho de Shikoku. Os peregrinos vestem roupas brancas para percorrer o caminho (branco é a cor do luto no oriente). Até o nome Shikoku pode ser interpretado como “terra dos mortos”. Mas universalmente, a morte seja ela espiritual ou física, representa o caminho para uma nova vida. Aqueles que percorrem o caminho esperam completar a jornada e sair de Shikoku renascidos, com a vida renovada, através de disciplina espiritual e coração arrependido, assim como aconteceu com o último pedido de Emon Saburo.
O sagrado número oito, para os budistas, representa solidez, a finalização de um ciclo, os oito cantos de um cubo. Alguns cristãos consideram este número como símbolo da harmonia. No tarot é significado de força, movimento, mudança e nova situação.
[fonte: nippocultura]
Na quarta dessa semana fui ao consulado pegar o visto japonês, conhecer os outros dois bolsistas que também estão a caminho do Japão e conversar com o Cônsul e com Satoko. E aí estão eles na foto: André e Angélica.
Tomamos um chá verde delicioso e, enquanto ele anotava os nomes das universidades e dos nossos orientadores, falávamos sobre nossas expectativas quanto ao Japão. Ele pediu que escrevêssemos contando nossa experiência por lá... além de enviar fotos!! Satoko comentou a respeito dos japoneses e seu jeito mais reservado, além de nos dar informações importantes sobre a viagem!
Angélica é formada em história, fez seu projeto de graduação sobre o pensamento feudal nipônico e a atuação da igreja reformada no século cristão japonês (BEM ESPECÍFICO!!!), não fala muito, apesar da voz ser doce e calma, é mais reservada e parece gostar muito de cosplay! Ela tá indo pra Universidade de Sophia, em Tokyo.
André é engenheiro mecânico, mora em Salvador, faaaaaaaaala virado num mói de cuentro, é bem extrovertido e engraçado, e fala japonês super bem. Ele tá indo fazer o mestrado em robótica, na Universidade de Sapporo, onde as temperaturas ficam sempre abaixo dos 20 graus. Ah!! Ele é campeão regional de SOLETRANDO em japonês!! ^^
Vamos viajar juntos de São Paulo até o Canadá e depois até Tokyo!! =DD
Não tenho a menor pretensão de chegar no Japão sem saber nada de japonês, então procurei começar minhas aulas na Escola de Língua Japonesa!! Comecei mês passado (eu sei, é pouco tempo) e tô adorando estudar Hiragana e aprender palavras novas, expressões e formas de comportamento! Minha turma é bem leve, sensei Emi é bem engraçada e risonha... tá sendo ótimo!
Essa semana Stênio tava me contando sobre as aventuras dele no Japão, quando foi lá passar 10 dias. É um tipo de treinamento para lideranças entre Brasil e Japão, também financiado pelo governo japonês. Quando eu souber o nome coloco aqui!! Érica, e alguns outros alunos, querem tentar uma bolsa pra estudar no Japão futuramente. Vou estar lá esperando, hein?? =)
Talvez eu devesse começar falando das incríveis coincidências que me trouxeram até este ponto, mas aí eu teria que começar do primeiro beijo dos meus pais (ou quem sabe até antes), e me prolongaria demais contando as aventuras que nos levam aos lugares mais inusitados desse planeta.
Vou começar falando de Raul Kawamura, um grande amigo aqui de Recife (o oriental da foto), que na época era presidente do Centro de Design do Recife. Ele foi o responsável pelas primeiras informações que tive da bolsa do Japão!! Estávamos os dois numa oficina de Projetos Culturais e começamos a conversar sobre projetos pessoais e planos de vida. E ele disse:
- Procura o consulado do Japão!!
Ai ai Raul... nem sei como te agradecer por me passar essa informação (aparentemente tão inofensiva) que mudou completamente a minha vida! Fui no consulado, peguei as informações sobre a bolsa e corri pra preparar a documentação em um mês, quando se encerravam as inscrições!!
A bolsa do Japão, Monbukagakusho, tem três fases (descrevo isso melhor no meu outro blog, sobre bolsas de estudo, chamado Zarpando Fora). Passei na primeira fase e a segunda foi marcada para alguns dias depois: a prova de inglês e japonês. Nesse dia conheci um dos candidatos, ele era de Salvador; conversamos um pouco na escada (a caminho da prova), nos desejamos boa sorte e partimos pra leitura! Lembro de ir ao shopping depois da prova e de ficar me dizendo: "você vai passar pra próxima fase! Vai dar tudo certo!". E né que passei?? Bom, a última fase foi a entrevista com o cônsul do Japão e mais dois avaliadores. A resposta?? Só viria alguns muitos meses depois..
Muito pra quem tá esperando um resultado pra dar andamento à vida, mas talvez o suficiente pra testar a determinação e vontade dos candidatos, além de ser o ritmo dos japoneses pra resolver alguns assuntos. Enquanto o resultado não saia, fui dando andamento à vida... com outros projetos e possibilidades. Em algum tempo Satoko san me ligou, dizendo que eu havia ficado em terceiro lugar (mas só haviam duas vagas) e perguntando se eu gostaria de ficar como suplente. Disse que sim, claro!! E fui providenciando todos os documentos adicionais que eles me pediram.
E foi num dia azul, de pássaros cantantes na janela da sala, que meu telefone tocou. Ouvi uma voz, falando: djanaina? (com aquele jeitinho doce e engraçado de Satoko falar) E ela me deu a melhor notícia que eu poderia ter recebido: que eu não era mais suplente na bolsa, que havia conseguido uma vaga!!!! Sabe aqueles momentos em que você NÃO SABE o que fazer com o coração?? Com as mãos?? Com os gritos que simplesmente saem da sua boca??? Ahahaha... =D
CONSEGUI!! CONSEGUI!!!